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Expectativa » DEM e Solidariedade marcam território com PSB

Júlia Schiaffarino

Publicação: 09/04/2014 09:09 Atualização: 09/04/2014 09:16

A ida do DEM e do Solidariedade (SDD) para a base de apoio à candidatura de Paulo Câmara ao governo de Pernambuco (PSB) já é dada como certa pelos socialistas. A expectativa é de que o anúncio ocorra até a quinta-feira antes da Semana Santa. Dependente estão apenas %u201Cajustes de respeito%u201D, isso é, as siglas têm conversado agora sobre a definição de territórios. Eles querem estabelecer quais áreas do estado os dois novos aliados poderão fincar bandeira e onde terão garantias de que um não irá avançar sobre o território do outro, trazendo prejuízo eleitorais para ambos. Firmar essa aliança é importante para Câmara na medida em que garante dois minutos a mais no tempo de rádio e TV.

Uma vez que a o PSB apresenta um grupo de canditados com grande número de votos, o receio dos dois partidos que ainda não bateram martelo é, ao se coligarem, servirem apenas de %u201Ccauda%u201D (suporte) para os socialistas. Por outro lado, nem o DEM nem o Solidariedade tem força suficiente para saírem isolados. Estadualmente, os democratas querem fazer dois deputados, elegendo a vereadora do Recife Priscila Krause para a Assembleia Legislativa e reelegendo Maviael Cavalcanti. Na esfera federal a meta é reeleger o presidente da sigla em Pernambuco, Mendonça Filho. No caso do Solidariedade, o foco é a reeleição do igualmente deputado federal Augusto Coutinho.

Questões territoriais postas à parte, a aliança entre DEM e PSB ainda precisa ajustar outro ponteiro: o discurso dos dois candidatos a deputado estadual. Priscila Krause é oposição na Câmara do Recife e sempre proferiu críticas ao prefeito socialista Geraldo Julio. Da mesma forma, Maviael Cavalcanti integra a base de oposição na Assembleia e não economiza nas farpas contra o governo, tendo criticado, por diversas vezes, a falta de oposição a Eduardo Campos na Casa.

Até o momento, a base que sustenta a candidatura de Paulo Câmara conta com 15 legendas. As últimas a ingressarem foram PPS e PV. O PSB entra na disputa proporcional com a força de um chapão e quer eleger de 30 a 35 deputados estaduais. Paralelamente, o denominado G6, grupo formado pelo partidos menores PRTB, PHS,PSDC, PTdoB, PSL e PRP, irá sair em "chapinha". Nenhum deles conta com cadeira na Assembleia Legislativa atualmente.

Nas contas da Frente Popular entram, além dos partidos citados, a ala sindical. Foram contabilizadas adesões de 42 sindicatos. Lideranças de movimentos tradicionalmente ligados ao PT, como o dos Sem Terra (MST) também declararam apoio. Adversário a Câmara na disputa, o senador Armando Monteiro Neto (PTB), correndo pelos lados, conquistou a adesão do PRB, que tem a significância da ala evangélica ligada à Igreja Universal do Reino de Deus. Estão também com o petebista PT, PROS e PSC.

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