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Atividades esportivas » Programa Segundo Tempo está parado por problemas na aquisição de materiais Há três anos, irregularidades na iniciativa custaram o cargo do ministro do Esporte à época

André Shalders - Correio Web

Publicação: 07/04/2014 07:31 Atualização:

Utilizado como trunfo eleitoral do PCdoB, o Programa Segundo Tempo (PST), que oferece atividades esportivas após o horário escolar, está paralisado por dificuldades na aquisição de materiais esportivos. Em 2011, a iniciativa, que foi o pivô da queda do então ministro do Esporte, Orlando Silva, passou por uma reformulação. Os convênios deixaram de ser firmados com organizações não governamentais, protagonistas de diversas irregularidades envolvendo desvio de recursos públicos, e passaram a ser feitos diretamente pelos ministérios da Educação e do Esporte com escolas, prefeituras e universidades públicas. Entretanto, problemas e adiamentos na compra de materiais esportivos paralisaram o projeto.

Segundo estimativas do próprio ministério, os materiais beneficiariam cerca de 4 milhões de pessoas em 32 mil escolas de todo o país, por meio do PST e do Programa Esporte e Lazer da Cidade (Pelc), que mantém os colégios abertos no período noturno para a prática esportiva para toda a comunidade.

Em 24 de setembro do ano passado, o Ministério do Esporte realizou um pregão eletrônico para a aquisição de 35 mil kits de materiais esportivos, destinados às escolas participantes. Cada um deles contempla bolas oficiais de várias modalidades, redes de vôlei, de futebol e de basquete, e materiais de apoio, como apitos, cones e coletes de identificação. Os kits englobavam ainda petecas, bambolês e jogos de dominó. Na proposta vencedora, cada um deles seria fornecido pelo preço de R$ 3.050. Ao todo, a compra resultaria em uma despesa de R$ 106,8 milhões. De acordo com o próprio edital do ministério, a entrega dos kits deveria estar concluída em, no máximo, 90 dias após a realização do pregão. Quase seis meses depois, entretanto, nada chegou às escolas.

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