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Eleições » Paulo Câmara: Pé na estrada e de olho governo

Rosália Rangel

Publicação: 06/04/2014 11:20 Atualização: 06/04/2014 14:07

Sem a responsabilidade de comandar a Secretaria estadual da Fazenda, o pré-candidato do PSB ao governo do estado, Paulo Câmara, irá dedicar todo o tempo que tem à campanha política. Vai colocar em prática um roteiro de trabalho que, segundo ele, foi delineado com perspectiva de não contar com a presença física do ex-governador Eduardo Campos (PSB), principal liderança da Frente Popular de Pernambuco e que se afastou do cargo para disputar a Presidência República. As vindas de Eduardo ao estado devem acontecer a cada 15 dias.

Antes de colocar a mão na massa, Câmara vai cumprir alguns trâmites burocráticos. O primeiro deles é se reapresentar ao Tribunal de Contas do Estado (TCE), de onde é funcionário concursado. "Vou tirar férias. Depois vou pedir licença prêmio (por dois meses) e, em seguida, entro na fase do afastamento eleitoral", previu o socialista.

A possibilidade de um pequeno descanso antes de começar a maratona da pré-campanha foi descartada com veemência pelo pré-candidato. %u201CNão tem essa de pausa. Vamos começar a trabalhar nesse final de semana com a Agenda 40, em Ipojuca, no sábado (ontem). No domingo (hoje) e na segunda-feira (amanhã) iremos realizar reuniões para definir a estrutura da campanha e a equipe de coordenação.A partir de terça-feira, vamos colocar o pé na estrada%u201D, destacou Câmara. Em Ipojuca, Câmara ainda contou com a presença de Campos.

A proposta é de visitar todos os municípios do estado (184) até o final de junho. Na chapa majoritária, o ex-ministro Fernando Bezerra Coelho (PSB), pré-candidato ao Senado, tem na bagagem o peso eleitoral que falta a Câmara, um estreante como protagonista em campanhas políticas. Na avaliação dele, a ausência de Eduardo será suprida com a vontade que todos têm demostrado para encarar o desafio.

"Existe uma forte disposição para que o ritmo seja tão intenso quanto estava sendo. Nós vamos fazer a nossa campanha e a dele. Toda vez que Eduardo abrir a agenda (para Pernambuco) iremos organizar grandes eventos para oferecer a ele. E por aqui nós vamos tocando a vida", ponderou o ex-ministro.

Nas reuniões marcadas para hoje e amanhã, além da organização logística e de toda a estrutura física da campanha, incluindo a escolha dos coordenadores locais e regionais, os socialistas irão concentrar esforços no consolidação do programa de governo. De acordo com Bezerra Coelho, nos encontros da Agenda 40, promovidos com lideranças dos municípios, alguns temas serão inseridos na discussão, a exemplo da saúde, educação, segurança e abastecimento de água.

Saiba mais


Novato na política, o ex-secretário da Fazenda vai precisar vencer a barreira do desconhecimento para conquistar o eleitorado. Para isso precisar contar com o apoio das lideranças socialistas e dos partidos aliados, um cenário também novo para pré-candidato do PSB

Conduzir a campanha sem a presença do ex-governador Eduardo Campos (PSB), líder maior da coligação socialista. Sem a participação efetiva do padrinho político, Câmara terá caminhar com as próprias pernas para assegurar sua eleição e uma votação expressiva para Eduardo

Nas articulações para composição das chapas proporcionais (deputados estaduais e federais), o pré-candidato do PSB vai precisar ter jogo de cintura para acomodar os aliados

No papel de comandante do processo, o socialista estará à frente de uma aliança formada por mais de 14 partidos. Um contingente de pessoas que representam interesses e projetos próprios de suas legendas

Paulo Câmara entrar na disputa como o candidato que, se eleito, dará continuidade ao legado deixado por Eduardo Campos. No anúncio da indicação dele para concorrer ao governo do estado, o socialista garantiu que, além de manter a continuação do trabalho, vai avançar mais na gestão

Esta matéria tem: (1) comentários

Autor: Jackson Silva
Querer avançar é fácil o problema é avançar. Pois nós sabemos que as grandes trazidas para pernambuco foi através da parceria governo federal e estadual. E se caso Eduardo Campos não se eleja, ele terá essa facilidade para trazer mais obras para pernambuco avançar mais. Eis a questão. | Denuncie |

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