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Eleições » Os novos caminhos de Eduardo no Brasil Entre os seus desafios está o de vencer a presidente, que tem a máquina do governo federal nas mãos

Aline Moura - Diario de Pernambuco

Publicação: 06/04/2014 11:09 Atualização:

Uma semana é o prazo que o agora ex-governador e presidente nacional do PSB Eduardo Campos vai tirar para descansar com a sua família para retomar o ritmo e se fortalecer como candidato ao Palácio do Planalto. Ele fica de férias até o próximo domingo (13) e volta entre a segunda e a quarta-feira seguintes com o anúncio da ex-senadora Marina Silva como vice. O desafio será quebrar a polarização histórica entre o PT e o PSDB e enfrentar, especialmente, a presidente Dilma Rousseff (PT), em cujas mãos está a maior máquina e vitrine de todas: o governo federal. Somado à missão nacional, Eduardo ainda terá que se desdobrar para garantir a vitória de seu pré-candidato ao Palácio das Princesas, o ex-secretário Paulo Câmara.

Eduardo Campos vai morar em São Paulo por uns meses, onde estabelecerá um QG, mas os socialistas também querem priorizar o Nordeste no início das andanças. Segundo o líder do PSB na Câmara dos Deputados, Beto Albuquerque (RS), Eduardo vai percorrer as principais cidades polos do Brasil e as 27 capitais. Depois do dia 14, ele deve fazer um circuito por São Paulo, a exemplo do que fez aqui no início da campanha de 2006 no estado. Entre as cidades paulistanas, pretende passar por Campinas, Limeira e Marília.

A preocupação do PSB, contudo, não é com estrutura de campanha. Os socialistas absorveram o conceito da Rede Sustentabilidade de que as ideias podem ser massificadas pela internet e não apenas pelo formato tradicional de propaganda política. “Essa campanha será muito mais de atitude do que de estrutura. Vamos fazer corpo a corpo e ele vai encantar o Brasil como fez com Pernambuco. Vamos levar o caixote 40 para todos os estados”, afirmou Albuquerque, um dos principais nomes da sigla no cenário nacional.

O parlamentar, que esteve no estado para participar do ato de despedida de Eduardo na última sexta-feira, contou que o governador terá toda a infraestrutura para consolidar seu nome, tanto a partir de São Paulo, como de Brasília. Mas ele frisou que a expectativa é ver, na região Nordeste, o crescimento de Eduardo.

De 15 em 15 dias, Eduardo também vai ter que dividir o tempo para vir ao estado reforçar o nome Paulo Câmara na sucessão de Pernambuco. Se a presidente Dilma tem a responsabilidade de vencer em outubro, passando seu mandato pelo crivo popular, Eduardo tem a de fazer o sucessor no estado. Os adversários, inclusive, já acreditam que a saída de Eduardo do poder facilitará a movimentação do senador Armando Monteiro Neto (PTB).

O ex-governador, entretanto, não tem demonstrado preocupação, nem com a disputa estadual, nem nacional. No município de Palmares, Mata Sul do estado, ele afirmou, durante entrevista a uma rádio, que os adversários eram os “nervosos”.

Nas últimas andanças, Eduardo mostra uma confiança como poucos, destacando a vontade de mudança na população. Ele também adotou o slogan usado pelo ex-presidente Lula na campanha de 2002, de que “a esperança vai vencer o medo”. Ele diz que os petistas, agora, é que estão fazendo “terrorismo eleitoral”, espalhando o boato de descontinuidade do Programa Bolsa Família, um dos carros-chefe do governo federal o Nordeste. “Quando você vê assim (pessoas nervosas), é porque está faltando o foco”, afirmou, sorrindo.

Saiba mais

Prós
Para os aliados, a gestão de Eduardo Campos será a maior vitrine de sua campanha. Eles citam o choque de gestão, com monitoramento e cumprimento de metas, como um dos maiores avanços na política do estado

Eduardo Campos tem números para mencionar da gestão. Pernambuco é o estado que mais cresceu no Nordeste em 2013. Teve 3,5% de crescimento do PIB, acima da média nacional, que foi de 2,3%

Pernambuco é o único estado que reduziu o número de homicídios durante sete anos seguidos. De 2007 até o final do ano passado, os índices de violência de Pernambuco em 39,10%

Contra
Os adversários dizem que Eduardo Campos deixou um déficit de R$ 1,9 bilhão para o João Lyra (PDT)

Dos 27 estados, Pernambuco ficou em 18º lugar no Brasil na meta projetada pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica para 2013, que foi de 4,2 considerando todas as redes de ensino

O PTB e o PT dizem que o desenvolvimento econômico se deu de forma desigual, especialmente em relação à Mata Sul do estado e ao Sertão Central, onde houve queda de quase cinco mil vagas de empregos em 2013

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