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Minas Gerais » Anastasia se emociona em despedida e deixa governo com sentimento de "dever cumprido" Governador de Minas chorou e disse que sentirá saudade do convívio com os colegas, adiantando as palavras de seu pronunciamento nesta sexta

Estado de Minas

Publicação: 04/04/2014 10:19 Atualização:

Numa caixa de papelão, ele guardou a bandeira do clube Atlético Mineiro, uma miniatura do mascote do time, um peso de papel, um termômetro de temperatura ambiente, um relógio e outros pertences que ficavam sobre a mesa. Terminou de escrever o discurso da despedida e, por volta de 16h, Antonio Anastasia (PSDB) deixou o Palácio Tiradentes, na Cidade Administrativa, encerrando o ciclo de quatro anos como governador de Minas Gerais. Em seu último dia como chefe do Executivo estadual, ele afirmou estar leve e tranquilo, com o sentimento de dever cumprido, mas nem por isso conteve a emoção. Ao se despedir da equipe de secretários e assessores, Anastasia chorou e disse que sentirá saudade do convívio com os colegas, adiantando as palavras de seu pronunciamento nesta sexta-feira (4), na cerimônia de posse do vice-governador Alberto Pinto Coelho (PP).

O último dia do governo Anastasia foi marcado por simbolismos. Logo pela manhã, participou de solenidade de entrega de viaturas à Polícia Civil no vão livre de 147 metros do Palácio Tiradentes, ousado projeto de Oscar Niemeyer (1907-2012) . “Fico feliz em conduzir esta derradeira solenidade nesse belíssimo saguão, o maior vão livre do mundo”, disse. Também fez questão de ressaltar seu empenho na área da segurança pública, dando pistas de que será foco de atuação nos próximos passos de sua carreira política. “Simbolicamente, isso mostra nosso empenho e dedicação à área de segurança pública, atendendo a esse clamor que tem solicitado das várias esferas de governos municipal, estadual e federal”, afirmou.

Aliás, vale lembrar que Anastasia já comandou a Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), em 2005, e, seis anos antes, foi secretário-executivo do Ministério da Justiça, atuando sobretudo na área de combate às drogas e à criminalidade. Sem assumir ainda a candidatura ao Senado, ele apontou a necessidade de mudança nas leis federais para diminuir a impunidade. “Temos que mudar a legislação brasileira para torná-la adequada à nossa realidade”, disse, antes de seguir para cerimônia de assinatura do Pacto contra a Impunidade com o Ministério Público e o Poder Judiciário, no auditório da Seds.

Discrição
Durante as solenidades, Anastasia fez questão de lembrar orgulhoso o dia 3 de abril. “Deixo neste dia o governo de Minas leve e tranquilo, com a sensação do dever cumprido, a responsabilidade implementada e a consciência realizada, com a certeza da continuidade do trabalho de Aécio (Neves) a que dei sequência e nossos sucessores seguirão pela mesma trilha”, afirmou. “É o derradeiro dia que estou no cargo de governador do nosso estado, com muita honra e orgulho. Neste momento, ficamos naturalmente tocados por certa emoção”, disse.

Em sua despedida, o governador manteve a discrição característica e, depois das solenidades da manhã, almoçou em seu gabinete como de costume. Mas foi à tarde que a figura do chefe do Executivo deu lugar ao colega de trabalho. Em cerimônia sem protocolos, Anastasia se despediu dos secretários e assessores, momento em que não conteve as lágrimas, ao lembrar dos 12 anos no governo de Minas. Foi até a cozinha, abraçou todos os colaboradores, tirou fotos com funcionários públicos, seguranças e equipe do cerimonial. Terminou de empacotar objetos pessoais e, no fim da tarde, foi embora da Cidade Administrativa sem deixar clara a intenção de seguir para o Senado. “Agora, minha agenda vai ficar mais aliviada”, desconversou.

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