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Pedido de investigação » PT analisa isolar André Vargas nas campanhas eleitorais deste ano PSol apresenta representação na Corregedoria da Câmara com a finalidade de apurar a relação do deputado com doleiro preso em operação da Polícia Federal

Naira Trindade - Correio Braziliense

Publicação: 04/04/2014 09:48 Atualização:

Na tribuna, o vice-presidente da Câmara se desculpou com os deputados. Foto: Carlos Moura/CB/D.A Press (Carlos Moura/CB/D.A Press)
Na tribuna, o vice-presidente da Câmara se desculpou com os deputados. Foto: Carlos Moura/CB/D.A Press

A situação política do vice-presidente da Câmara, André Vargas (PT-PR), se complica a cada dia. O PSol formalizou ontem pedido para que a Corregedoria Parlamentar investigue o deputado pelo uso do avião oferecido pelo doleiro Alberto Youssef e por denúncias de que o congressista teria mediado interesses no Ministério da Saúde. Além disso, o PT analisa isolar Vargas nas campanhas eleitorais deste ano temendo que as denúncias respinguem nos candidatos do partido.

“Os fatos recentes envolvendo o vice-presidente da Casa merecem detalhada apuração, em nome da transparência e da imagem pública do parlamento”, diz o documento encaminhado ao presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). “As ilações sobre vantagens indevidas e intermediação de interesses merecem resposta objetiva e institucional da Câmara”, diz o texto assinado pelo líder do PSol, Ivan Valente. Trata-se de um pedido para que a Corregedoria apure as acusações.

A reportagem adiantou na edição de ontem que o PSol pediria a abertura de investigações após o desencontro de informações do discurso do vice-presidente da Câmara em tentar justificar o uso do avião cedido pelo doleiro. Nem mesmo os correligionários petistas entenderam a fala de Vargas na tribuna da Câmara, na noite de quarta-feira. “Ele esquentou ainda mais o assunto com informações que não explicavam nada. Devia ter deixado (o tema) morrer”, disse um petista, que preferiu não se identificar.

Na tribuna, Vargas se desculpou com os deputados e ainda recebeu os cumprimentos do presidente Henrique Alves, mas também confirmou a relação de mais de 20 anos com o doleiro. O episódio levou alguns parlamentares a associá-lo ao ex-senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), cassado após ser tornada pública a relação dele com o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, em 2012.

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