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Minas Gerais » Marcio Lacerda mantém o suspense em torno da candidatura ao governo de Minas Gerais

Estado de Minas

Publicação: 02/04/2014 11:28 Atualização: 02/04/2014 16:12

Foto:  Ramon Lisboa/EM/D.A Press/Arquivo
Foto: Ramon Lisboa/EM/D.A Press/Arquivo
O vice-prefeito Délio Malheiros (PV) embarcará nesta quarta-feira (2) à noite para Portugal a convite da organização internacional não governamental Iclei - Governos Locais pela Sustentabilidade, com retorno previsto para 13 de abril. A ausência de Malheiros em Belo Horizonte na sexta-feira (4), data limite para que os candidatos às eleições de 5 de outubro se desincompatilizem dos cargos, é indicativo de que o prefeito Marcio Lacerda (PSB) não deixará o cargo para concorrer ao governo de Minas Gerais. “Pelo curso do rio, as coisas estão definidas. Estou convicto de que a situação na prefeitura está definida e que o prefeito vai continuar no cargo e eu serei o vice dele até o último dia do mandato”, assinalou Délio Malheiros.

Marcio Lacerda almoçou nessa terça-feira (1º) com Daniel Nepomuneno, ex-secretário de Serviços Urbanos, e Alexandre Kalil, presidente do Clube Atlético Mineiro. De ambos ouviu argumentos em defesa de sua candidatura ao Palácio Tiradentes, considerando o seu desempenho nas pesquisas de intenção de voto. Lacerda, que tem declarado publicamente que pretende concluir o seu segundo mandato de prefeito, fechou-se em copas. Mais tarde, em encontro com outros socialistas, a reticência soou como uma probabilidade.

Até sexta-feira os socialistas manterão a pressão para que Lacerda se desincompatibilize. Eles consideram “precipitada” a decisão política do presidente da legenda, deputado federal Júlio Delgado, que já anunciou o apoio do partido à candidatura de Pimenta da Veiga (PSDB), sem que os tucanos se sentassem para conversar com o PSB inclusive sobre as eleições de 2016. Caso Lacerda não seja candidato, esse grupo se junta aos “marineiros” abrigados no PSB, para pedir uma candidatura própria. A Rede de Marina Silva apoia o nome de Apollo Heringer (PSB). Mas os socialistas mais próximos a Lacerda defendem uma consulta às bases do partido.

Até agora, o quadro eleitoral para o governo de Minas tem dois nomes colocados, que repetem nova polarização entre tucanos e petistas na disputa estadual. Da base do grupo político de Aécio Neves (PSDB), foi indicado Pimenta da Veiga. A ampla coligação reúne, até agora, 20 partidos e terá Dinis Pinheiro (PP), presidente da Assembleia Legislativa, como vice na chapa majoritária, além de Anastasia na disputa ao Senado Federal.

Do lado do PT, Fernando Pimentel, ex-prefeito e ex-ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, encabeçará a chapa. No momento, ele trabalha para atrair o PMDB, que está dividido entre o grupo que sustenta a candidatura própria do senador Clésio Andrade e o que apoia a coligação indicando o presidente do partido em Minas Gerais, Antonio Andrade, para vice na chapa. Ao Senado, o empresário Josué Gomes da Silva (PMDB), filho do ex-vice-presidente da República José Alencar Gomes da Silva, seria o nome mais provável. O PT de Fernando Pimentel tem até agora a promessa de apoio do Solidariedade em Minas e precisará abrir conversações com o PCdoB, que pretende lançar a candidatura da deputada federal Jô Moraes ao governo do estado.

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