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Movimento indeciso » MST pela primeira vez dividido entre PT e PSB Trinta anos depois de fundado, movimento não sabe se estará ao lado dos petistas nas eleições de outubro

Aline Moura - Diario de Pernambuco

Publicação: 02/04/2014 08:51 Atualização: 02/04/2014 09:09

Em cerimônia no Palácio do Governo, Eduardo assinou decreto de desapropriação do Engenho Bonito. Foto: Eduardo Braga/SEI (Eduardo Braga/SEI	)
Em cerimônia no Palácio do Governo, Eduardo assinou decreto de desapropriação do Engenho Bonito. Foto: Eduardo Braga/SEI

Tradicionalmente ligado ao PT, o Movimento Sem Terra (MST), criado há 30 anos, ainda não bateu o martelo sobre apoiar ou não à reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT).

Coordenador do movimento em Pernambuco e dirigente nacional, Jaime Amorim, disse que os trabalhadores do campo estão refletindo sobre a decisão a tomar em outubro, levando em conta que ainda têm prazo. Amorim falou sobre o assunto no Palácio do Campo das Princesas, após o governador e presidenciável Eduardo Campos (PSB) assinar um decreto de desapropriação do Engenho Bonito, no município de Condado, na Mata Norte. A localidade era objeto de luta do MST desde 1996, justamente quando Miguel Arraes era governador de Pernambuco.

O evento contou com a presença de vários integrantes do MST. Jaime Amorim chegou a levar um áudio com declarações de Arraes para exibir aos convidados, lembrando o vínculo do ex-governador com o campo, bem como a resistência dele à ditadura militar. O gesto foi marcado de simbolismo e aconteceu 50 anos depois da deposição de Arraes do governo pelos militares e um dia depois de bandeiras do movimento serem vistas em Paratibe, Paulista, onde o governador fez discurso de despedida e assinou ordens de serviço para reformar espaços públicos daquela cidade. Jaime Amorim reforçou o discurso de Eduardo Campos, de que os avanços na reforma agrária no país foram mínimos no governo Dilma Rousseff.

“Não temos nenhuma decisão ainda. Houve avanços (no governo), é impossível negar, mas a expectativa de todo o conjunto é de que poderia ter sido feito muito mais e havia compromisso para isso”, afirmou Amorim, lamentando, em seguida, o racha entre o PT e o PSB. Numa crítica velada à Dilma, que só recebeu o MST três anos após a posse, Eduardo ressaltou que a desapropriação do engenho só aconteceu depois de negociação longa entre os sem-terra e o Grupo João Santos. Em entrevista, ele ainda frisou ter as mesmas críticas dos movimentos do campo em relação à gestão petista. “A reforma agrária vinha de um jeito até 2010 e, de lá para cá, vem de outro jeito, perdendo força, orçamento, diálogo e objetivo nos assentamentos”, alfinetou.

Saiba mais

13 mil por ano é a média de famílias assentadas por desapropriações nos últimos três anos. É a menor média após os governos da ditadura militar, perdendo inclusive para a de Fernando Henrique Cardoso (FHC)

5% das famílias camponesas foram beneficiadas por dois programas do governo - o Programa Aquisição de Alimentos e o Programa Nacional de Alimentação Escolar. Os números são considerados pequenos pelo MST

120 mil casas é o déficit nos assentamentos da Reforma Agrária no Brasil, segundo o MST

14 milhões de trabalhadores no campo são considerados analfabetos, segundo dados do MST

R$ 4,8 bilhões é a cifra de 2014 destinada ao Incra para investimento no campo, o que representa 0,21% do orçamento geral da União

Esta matéria tem: (1) comentários

Autor: Rosimar Pereira
A dona Dilma, a durona a gestora a mae do PAC, impactou tudo no Governo e no Brasil, até o MST já não acredita nela e em seu governo, quem vai acreditar? Renovação em Outubro se faz necessaro para o Brasil avançar. | Denuncie |

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