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Rádio Globo » Debate marca os 50 anos do golpe militar

Publicação: 31/03/2014 12:40 Atualização: 31/03/2014 15:07

Túlio Velho Barreto, Fernando Coelho e Vandeck Santiago participaram de debate na Rádio Globo AM mediado por Flávio Adriano (Jo Calazans/Esp)
Túlio Velho Barreto, Fernando Coelho e Vandeck Santiago participaram de debate na Rádio Globo AM mediado por Flávio Adriano
O presidente da Comissão da Memória e Verdade Dom Helder Camara, Fernando Coelho, defendeu nesta segunda-feira (31), durante debate na Rádio Globo AM, que haja uma releitura da Lei de Anistia para que os acusados de tortura durante a ditadura militar sejam julgados. A medida, segundo ele, se faz necessária porque a legislação em vigor não tem nenhum dispositivo que mande perdoar torturadores.

A posição contraria entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF). Mesmo assim, Coelho acredita que ela pode e precisa ser revista. Além do presidente da Comissão da Verdade, o debate contou com a participação do pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco, Túlio Velho Barreto, e dos jornalistas Suetoni Souto Maior (editor de política) e Vandeck Santiago (repórter especial), ambos do Diario. A mediação foi feita pelo jornalista da Rádio Globo, Flávio Adriano.

Durante o debate, Túlio Velho Barreto lembrou o rigor nos anos de chumbo, que influenciou a formação de toda uma geração educada durante o período, sendo submetidos aos valores ditados por governos autoritários. No mesmo sentido foi o depoimento de Souto Maior, que ressaltou o peso que a experiência vivida durante a repressão teve na posterior consolidação da democracia brasileira.

O jornalista Vandeck Santiago ressaltou o prejuízo causado pela ditadura para os estados nordestinos, principalmente Pernambuco. Ele lembrou que aqui floresciam iniciativas sociais oriundas de governos de esquerda, como Miguel Arraes, que, na época, chegou a ser cotado para a disputa da Presidência da República. As perdas, ele ressaltou, foram vistas também em áreas como economia e cultura.

Fernando Coelho, que na época do golpe era presidente do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Pernambuco (Ipsep), lembrou os momentos dramáticos vividos pelos recifenses no momento em que as tropas começaram a ocupar as ruas. Ele disse, também, que o governador Miguel Arraes nunca pensou em luta armada e nem tinha uma polícia militar pronta para o combate.

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Autor: Joel Camara
TODA A NAÇÃO BRASILEIRA FOI A FAVOR DA REVOLUÇÃO DE 64 OS ADVOGADOS PELA OAB (Fernando Coelho - Jornal do Comércio, 24 (domingo) de junho de 2001. A IGREJA CATÓLICA PELA CNBB - (D.HÉLDER CÂMARA). | Denuncie |

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