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Ditadura » Comissão presta homenagem a Arraes, dom Helder e padre Henrique

Júlia Schiaffarino

Publicação: 31/03/2014 11:15 Atualização: 31/03/2014 14:22

Integrantes da Comissão da Verdade e o governador Eduardo Campos visitaram o túmulo de Miguel Arraes no Cemitério de Santo Amaro. Foto: Júlia Schiaffarino/DP/D.A Press (Júlia Schiaffarino/DP/D.A Press)
Integrantes da Comissão da Verdade e o governador Eduardo Campos visitaram o túmulo de Miguel Arraes no Cemitério de Santo Amaro. Foto: Júlia Schiaffarino/DP/D.A Press
No dia que marca os 50 anos do golpe militar, a Comissão Estadual da Memória e Verdade Dom Helder Camara prestou uma homenagem a lideranças que lutaram pela democracia no estado. Na manhã desta segunda-feira (31), ao lado do governador Eduardo Campos (PSB) e do prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), os integrantes da Comissão visitaram o túmulo do ex-governador Miguel Arraes, falecido em 2005, no Cemitério de Santo Amaro e, em seguida, os túmulos de dom Helder Camara, do Padre Henrique e do bispo auxiliar dom José Lamartine, na Catedral da Sé, em Olinda.

Miguel Arraes foi o primeiro governador deposto pelo regime militar. A viúva dele, Madalena Arraes, foi uma das primeiras a chegar ao cemitério de Santo Amaro e acompanhou o cortejo até o túmulo, que é simples comparado a outros mausoléus do cemitério. Nele havia sido posto, de maneira simbólica, um chapeú de palha, lembrando o atuação do ex-governador junto ao homem do campo. Também estiveram presentes filhos, netos e bisnetos de Arraes.

Eduardo Campos elogiou a iniciativa da Comissão e falou que o ato representava, também, uma homenagem a outros brasileiros e brasileiras, que lutaram pela democracia. "Eu fico emocionado e feliz de poder, no dia hoje, prestar homenagem a três brasileiros que marcaram as nossas vidas e mostraram, no limite, o seu compromisso com a democracia, com a liberdade e com o povo brasileiro", declarou o governador destacando que o dia era de "aplaudir os que resistiram", mas "também de pensar como melhorar essa democracia".

No túmulo,  Eduardo Campos e o presidente da Comissão da Verdade, Fernando Coelho, depositaram uma coroa de rosas brancas. Um gesto que foi seguido de aplauso dos presentes. Em seguida, Coelho entregou a Campos um livro contendo os prontuários de Arraes, do Departamento de Ordem Policial e Social (Dops) e do Sistema Nacional de Informação (SNI). São documentos que a Comissão coletou sobre o ex-governador desde o início dos trabalhos.

De Santo Amaro, o grupo seguiu para Olinda. "Essa é uma cerimônia repleta de vários símbolos e essa visita ao túmulo de dom Helder, em especial, porque ele foi o símbolo da luta contra a violência e pelos direitos humanos. É raro um depoente não lembrar daqueles anos sem fazer referência a dom Helder", comentou um dos coordenadores da Comissão Roberto Franca. Na Catedral da Sé, Franca abordou, ainda, a morte do padre, que foi o primeiro caso solucionado pela comissão. "Foi um caso que demos prioridade  e no próximo dia 27 será entregue a dom Fernando Saburido um relato das conclusões da investigação que fizemos", completou.   

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