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Reta final » A maratona de Eduardo antes da despedida Na última semana de governo, socialista vai cumprir uma agenda intensa em vários municípios do estado

Aline Moura - Diario de Pernambuco

Publicação: 30/03/2014 08:25 Atualização: 30/03/2014 09:34

Governador em visita ao município de Dormentes (Eduardo Braga/SEI)
Governador em visita ao município de Dormentes

Depois de passar sete anos, três meses e quatro dias como governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB) entrega o cargo na próxima sexta-feira, dia 4, para o vice, João Lyra Neto (PSB). A semana que se inicia neste domingo é a última de Eduardo como governador e a primeira na qual ele começa a dar passos largos - sem estar no cargo - para tentar chegar ao Palácio do Planalto. Ele é o primeiro pernambucano a entrar nessa disputa com a trajetória política toda construída no estado. O ex-presidente Lula nasceu em Garanhuns, no Agreste estadual, mas a sua formação política foi de São Paulo. A terra natal do senador Randolfe Rodrigues (PSol-AP), outro presidenciável, também é Garanhuns, mas ele tem domicílio eleitoral no Amapá.

Eduardo Campos vai cumprir a última semana do mandato sem agendas fora do estado, mantendo as articulações nacionais por telefone. Deste domingo até a próxima sexta-feira, ele deve visitar pelo menos 20 municípios, entre o interior e a Região Metropolitana do Recife, para inaugurar obras, incluindo sistemas de abastecimento de água, Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e indústrias. Ele dará uma atenção especial ao prestigiar a abertura de indústrias em Vitória e Goiana, por exemplo, e à inauguração do Hospital Mestre Vitalino, em Caruaru, um de seus principais investimentos da saúde no interior.

A carga de visitas ao interior reforça o início de sua primeira campanha, ainda em 2006, cujo mote era do "Sertão ao Cais", pelo fato de ele (então deputado federal e ex-ministro da Ciência e Tecnologia) ser mais conhecido nas cidades do interior que na capital, naquela época dominada pelo Partido dos Trabalhadores.

Entre uma agenda e outra, Eduardo Campos também foi convidado para participar, na noite desta segunda-feira, de um jantar com deputados estaduais e desembargadores. O evento será realizado no Spettus, a convite do presidente da Assembleia Legislativa e do presidente do Tribunal de Justiça, Frederico Ricardo de Almeida, num esforço para mostrar sua boa relação com os outros dois poderes.

Segundo o secretário da Casa Civil, Tadeu Alencar, um dos principais nomes de confiança do governador, Eduardo também deve dar atenção especial aos de 50 anos da ditadura militar, assinando um decreto, mas o secretário não antecipou os detalhes. "Nós temos um elenco de obras para ser inauguradas e o tempo é curto para cumprir tudo em tão pouco tempo", afirmou Tadeu.

 

Governador de Pernambuco Eduardo Campos, no dia em que anunciou seu candidato, Paulo Camara, à sucessão governamental do Estado (Teresa Maia/DP/D.A Press)
Governador de Pernambuco Eduardo Campos, no dia em que anunciou seu candidato, Paulo Camara, à sucessão governamental do Estado

Passagem de bastão
A semana também servirá para Eduardo fechar os últimos acordos com o vice João Lyra, que assume o mandato por nove meses. Até a última sexta-feira, ainda existiam "nós" para desatar na relação de ambos, porque João Lyra pretende dar continuidade à gestão, mas também trabalha para deixar sua própria marca. Tanto que se especula, por exemplo, que ele deve mudar os secretários de Saúde e Educação, respectivamente Antônio Figueira e Ricardo Dantas.

Quando assumiu o governo do estado, em 1º de janeiro de 2007, paralelo à segunda posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Brasília, Eduardo disse, da sacada do Palácio das Princesas, que não governaria em gabinetes, mas nas ruas. Ao olhar dos mais próximos, por sinal, ele cumpriu a promessa, terminando o mandato com mais de 80% de aprovação popular. "Vamos governar com o povo", afirmou durante sua solenidade de posse.

Já outros lembram que, naquela mesma data, também diante da multidão à frente do Palácio, o governador pediu coesão aos aliados - especialmente ao PT e ao próprio PSB - para "Cevitar o retorno daqueles que sempre quiseram nos dividir para reinar". Para Eduardo, há sete anos, os que queriam dividir eram o ex-governador Jarbas Vasconcelos (PMDB) e o seu concorrente de campanha, Mendonça Filho (DEM), dos quais se aproximou. Os aliados, na época, eram principalmente os petistas, partido que agora seu maior adversário na disputa nacional. Sete anos, três meses e quatro dias, portanto, pode ser pouca idade quando se refere a uma pessoa %u2013 uma criança. Mas é uma vida na política.

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Autor: Jackson Silva
Gostaria que o excelentíssimo governador fosse inaugurar as grandes obras realizada por sua gestão: em Inajá-PE | Denuncie |

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