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HISTÓRIA » Golpe militar de 64 é tema de revista da Fundação Joaquim Nabuco Entidade aborda o início da ditura militar instalada no Brasil

Diario de Pernambuco - Diários Associados

Publicação: 29/03/2014 14:48 Atualização:

Os 50 anos do golpe militar de 64 estarão no foco do 12º número da Revista Coletiva (www.coletiva.org). O conteúdo da publicação foi inspirado no crescente debate sobre os direitos humanos, estimulado pelas investigações das comissões da verdade espalhadas pelo país com o intuito de investigar os crimes contra a humanidade cometidos durante o regime autoritário.

A revista traz diversas questões sobre as marcas, ainda presentes, da ditadura. Os editores convidados para a organização do número especial são a professora e pesquisadora em Direitos Humanos da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Celma Tavares e o cientista político e social da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) Túlio Velho Barreto. Este reforça a importância de uma reflexão sobre o Golpe Militar após cinco décadas. “Se trata de discutir, no âmbito da justiça de transição, a ideia de novas investigações na busca de uma revisão dos fatos, em busca da verdade, para, assim,se reconstruir a memória do Golpe e do regime militar”, esclarece o editor temático.

Os artigos abordam os mais variados aspectos da ditadura, que ficou marcada como um período de conturbação política e social na história recente do país, no qual o Estado utilizou todo o seu aparato institucional de modo a reprimir a população. Temas como a Guerrilha do Araguaia, na qual dezenas de pessoas que organizavam uma revolução popular no sul do Pará foram assassinados pelas Forças Armadas, e a interpretação Lei de Anistia de 1979 estão entre as discussões. Também é destacada a importância das artes e da arquitetura pública na construção de uma memória coletiva capaz de evitar que esse passado se repita.

A reportagem deste número trata do trabalho realizado pela Comissão Estadual da Memória e Verdade em Pernambuco. Abrange também a importância do direito à verdade sobre os crimes de tortura, assassinato e desaparecimento forçado, ocorridos com frequência durante a ditadura e realizados com o consentimento do Estado por seus agentes. Na seção de entrevista, os leitores poderão conhecer o trabalho do ex-ministro chefe da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República Paulo Vannuchi, membro da Comissão Interamericana de Direitos Humanos.

A Coletiva também traz, na seção Memória, imagens do fotógrafo Alcir Lacerda, que registrou os bastidores da ditadura em Pernambuco, em imagens datadas de 1964. A pesquisadora da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) Albertina Lacerda, filha do fotógrafo, conta as histórias que envolvem tais fotografias. A seção de vídeo apresenta o documentário Vou Contar para os Meus Filhos (2011), que mostra o reencontro de ex-presas políticas da Colônia Penal Feminina do Bom Pastor, no Recife, e suas lembranças 40 anos depois.

A Revista

A Coletiva é uma revista eletrônica de divulgação científica produzida pela Fundaj. Suas publicações oferecem um enfoque crítico a respeito das atividades científica e cultural, da produção e uso do conhecimento em diversas áreas do saber. Em seu conteúdo quadrimestral temático, apresenta reportagens elaboradas por estudantes de jornalismo, entrevistas e artigos redigidos por especialistas.

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