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50 anos do golpe » Os dois lados de um exílio Opositores políticos, Alexandrino Rocha e Ney maranhão contam suas versões de vida durante a ditadura militar

Suetoni Souto Maior

Publicação: 29/03/2014 12:17 Atualização: 29/03/2014 12:40

 (Ricardo Fernandes e Suetoni Souto Maior/DP/D.A Press)
As visões de mundo e as percepções em relação a 31 de março de 1964 são diferentes. Um chama de golpe militar, o outro, de revolução. O primeiro, Alexandrino Rocha, foi secretário de Imprensa no primeiro governo de Miguel Arraes. Foi preso cinco vezes e torturado em cada um desses momentos. O outro, Ney Maranhão (PTB), era deputado federal e, como hoje, grande proprietário de terras. Foi cassado e “jogado” no Hotel Capibaribe Palace, como ele chama a antiga Casa da Detenção, hoje Casa da Cultura, no Recife. Apesar disso, ao contrário de Alexandrino, diz que a tomada de poder pelos militares foi um remédio amargo, mas necessário naquele momento “por causa dos agitadores”.

Alexandrino recebeu a reportagem em sua casa, no bairro do Cordeiro, no Recife. Uma queda, recentemente, fez com que ele fraturasse o fêmur, o que tem impossibilitado a sua locomoção. Aos 83 anos, lembra como se fosse hoje o dia em que, aconselhado por Arraes, no dia 31 de março de 1964, deixou o Palácio das Princesas. Ele já não dormia havia três dias. Já em casa, enquanto descansava, foi despertado com a notícia de que o governador estava sendo preso. Tentou voltar, mas foi impedido. Três dias depois, ele próprio, com metralhadoras apontadas para si, foi detido e levado ao cárcere, onde foi brutalmente torturado e ameaçado.

Na sua fazenda, em Vitória de Santo Antão, Ney Maranhão não se furta a dar entrevistas. Aos 87 anos, bem vividos, ele reforça, leva uma rotina distante da de um aposentado. Ele foi senador, quatro vezes deputado federal e prefeito da cidade de Moreno. Calçando as alpercatas que o fizeram conhecido desde a posse, no Senado, diz estar bem condicionado fisicamente, graças aos ensinamentos da medicina chinesa. Ao falar dos anos de chumbo, diz que muita coisa foi distorcida de uns tempos para cá e acredita que os militares tomaram o poder “de boa-fé”. Questionado sobre as denúncias de torturas, ele não nega que tenha havido, mas diz que “quem vai para a chuva é para se molhar”. Com um revólver calibre 38 sempre ao alcance, exibiu a mão firme para dizer que renovou o porte de armas recentemente. Com boa relação com os chineses, é senador honorário na China, diz acreditar que os brasileiros precisam aprender com o país oriental, onde a família é o pilar da sociedade. Confira os principais trechos das entrevistas.


Maranhão: a tomada de poder pelos militares foi um remédio amargo, mas necessário. Suetoni Souto Maior/DP/D.A Press
Maranhão: a tomada de poder pelos militares foi um remédio amargo, mas necessário. Suetoni Souto Maior/DP/D.A Press
Entrevista - Ney Maranhão (PTB), ex-senador


O senhor começou a vida política no PTB, partido de esquerda, depois foi para a Arena. O senhor se vê como de direita ou de esquerda?
No meu entender, esquerda e direita, hoje, não existem. Isso é conversa fiada. Existe hoje interesses econômicos de todas as nações. Eu, por exemplo, se me perguntarem se sou esquerdista ou direitista, você vai responder por mim: eu tenho três pães. O que eu faço. Se eu quiser comer os três, aí o povo vem toma os três pães e eu fico com fome. Eu com os três, dou um e como dois. Então, sempre fiz isso.

Por que Jango caiu, na sua opinião?
Eu tinha intimidade com Jango. Era um homem bom. Era um político hábil para ser vice-presidente da República, ser ministro de estado, mas nunca presidente da República. Ele não tinha autoridade para comandar a Presidência da República. Eu acompanhei de perto isso. Eu assisti o (senador Daniel) Klieger (RS) dizer a ele: presidente, quando teve aquele problema do Clube dos Sargentos. Presidente, não vá para esse clube. Disse, nós garantimos vossa excelência, mas ele foi muito nas conversas. No meu entender, uma das pessoas que fez o Jango cair e precipitar os acontecimentos foi o Leonel Brizola. Ele era muito radical. Se fosse o (Leonel) Brizola o presidente, talvez não chegasse ao ponto de falta de autoridade que teve no governo dele. Houve falta de autoridade.

Como o senhor viu a tomada do poder pelos militares?
Naquela hora, o remédio amargo foi o que as Forças Armadas fizeram. Porque alguns dos que fizeram isso eu acredito que fizeram de boa fé. Porque, por exemplo, eu tenho um primo, Francisco Julião, de boa fé, ele defendia aquilo (as Ligas Camponesas) por convicção, mas era um sonhador. Não vamos comparar Cuba com o Brasil. É completamente diferente. Aqui, por exemplo, o doutor Arraes comeu o pão que o diabo amassou. Ele sempre foi um homem sério e queria o benefício do povo, mas com liberdade e com ordem. E muitas vezes esses caras (os radicais) passavam por cima dele. Então, quem jogou gasolina e tocou fogo na fogueira foram alguns desses radicais que eu considero o Brizola.

Mas eles implantaram uma ditadura depois.
Eu fui um dos que sofri com essa questão, mas não é por isso que eu não digo que nós tivemos sorte ainda, porque quem comandou esse movimento foi o Exército. E o Exército é povo. Você chega e vê porque é que veio a reconciliação nacional. Por dois motivos: primeiro, o Exército, as famílias do Exército, os filhos, as filhas, ouvia nas universidades, nas escolas aquela representação em cima dos militares por causa de certas coisas que aconteceram. Porque, não vamos comparar a ditadura de (Augusto) Pinochet (do Chile), a ditadura da Argentina e do Uruguai com a Brasil. Não vamos comparar isso não, porque nesses países o Congresso não estava aberto. E o Congresso aqui continuou aberto. É lógico que com limitações, mas tinha a tribuna para a oposição falar.

O senhor acredita que tudo isso poderia ter sido evitado?
Podia ter sido evitado tudo isso se nós tivéssemos tido um presidente com autoridade. Eu estou dizendo isso porque Jango era meu amigo em todos os sentidos, mas como presidente ele não teve autoridade para comandar isso. E por trás dele, o cunhado, que era radical, justamente com as costas quentes de outras figuras, jogaram o presidente no fogo. Ele ele tinha o (general) Assis Brasil, chefe da Casa Militar, com uma garrafa de uísque embaixo da mesa. Ele gostava de um uísque arretado.

O senhor acha que as vitórias de lideranças de esquerda e as Ligas Camponesas contribuíram para os Estados Unidos apoiar o golpe?
Não, não. Os Estados Unidos são o seguinte: um país que está em decadência. Se você vir hoje, isso ocorre nos Estados Unidos e no Ocidente. Eu sou um homem viajado, conheço o mundo e a roda do mundo gira e não sai daquele esquema.

O senhor enxerga erro dos militares após a tomada de poder?
A ideia de Castelo Branco era entregar o governo depois de uma certa transição aos civis. Mas dentro desse esquema houve aqueles que a gente chamava linha dura e, dentro desse esquema que eu não sei como é que foi, havia uma disputa entre os militares onde o general Cordeiro de Farias era um dos candidatos a presidente da República. Era uma pessoa ligada a Castelo Branco, mas a linha dura impôs o Costa e Silva.

Como o senhor viu os anos mais duros da ditadura, quando houve torturas. O senhor mesmo lembrou que foi cassado? O senhor se acha vítima da ditadura?
Mas é claro. Eu me acho. Eu fui cassado e tive a surpresa de dizerem que eu era esquerdista agitador. Eu nunca fui. Isso faz parte do jogo do poder, de jogar às vezes em adversários coisas que não existem. Que houve radicalização, não tenha dúvida. Esse problema de radicalização e tortura houve e eu não posso compactuar com um negócio desses, mas quando o nego vai para a chuva tem que se molhar.

Quantos anos o senhor ficou sem disputar mandato?
Dez anos.

Entre 69 e 79?
Até a anistia em 1979. Em 1980, eu fui candidato a deputado federal pelo PTB. Naquele tempo era o Padre Melo, que era um da reforma agrária aqui em Pernambuco, que foi o candidato nosso a governador. Eu tive uma votação muito bonita, mas não alcancei o cociente eleitoral.

O senhor percebe alguma instabilidade hoje?
O nosso grande problema eu vou dizer: isso tem que acontecer. Quando eu não sei. O nosso país está, no meu entender, sem ordem, a verdade é essa. Falam muito na democracia, mas no meu entender estamos com excesso de liberalidade.

No mesmo nível de 1964?
Não, a coisa está diferente de alguma maneira. Porque naquela época tinha o problema dos regimes fortes e que os Estados Unidos patrocinavam. Aqui, o que está acontecendo é uma liberalidade, uma imoralidade, a família, você liga a televisão, o fundo é para desmoralizar a família. Todas as novelas são para desmoralizar a família.

Alexandrino foi preso cinco vezes e torturado em cada um desses momentos. Foto: Ricardo Fernandes/DP/D.A Press
Alexandrino foi preso cinco vezes e torturado em cada um desses momentos. Foto: Ricardo Fernandes/DP/D.A Press
Entrevista - Alexandrino Rocha, secretário de Imprensa de Arraes em 1964


O que foi 1964 para o senhor?
Foi uma história lamentável, que foi feita graças à liderança do general que foi presidente da República, Castelo Branco. E não fizeram outro 64 não é porque não tem clima, não. Não fazem outro porque não têm hoje um líder como tiveram no passado. Eles não pensavam jamais que nós terminássemos conversando sobre um negócio que eles fizeram na base da religião. Ninguém tocou nesse assunto, de que eles eram muito religiosos. Por exemplo, a minha tortura foi Nossa Senhora que organizou. Entendeu? Eles pensavam assim. Então, o seguinte. A CNBB também esteve no meio desse negócio todo. Sabia de tudo. E eu entrei, mas se eu não entrasse era chato pra mim. Eu era secretário de imprensa de (Miguel) Arraes. Então, não foi que eu pedisse para entrar, mas ele me viu fazendo campana há muitos dias. E foi um negócio estudado, principalmente nos Estados Unidos.

O consulado norte-americano ganhou uma superestrutura na época. O governo de Pernambuco tinha a dimensão dessa trama dos Estados Unidos?
Sabia porque eu sabia. Tinha começado com Miguel desde que ele era deputado estadual. Eu não podia omitir e ele soube de tudo. Até que tinha a esquadra norte-americana aqui, na costa brasileira. Brasileira, não, no Caribe. Então, Miguel sabia.

O clima político da época era muito efervescente, com os trabalhadores do campo, por exemplo, fazendo manifestações. O senhor vê semelhança daqueles protestos com os de hoje?
Não, não tem semelhança nenhuma na minha ótica. Foi tudo organizado por forças americanas. O anticomunismo.

Havia o sentimento de que o golpe poderia acontecer nos dias que antecederam a tomada de poder?
A CNBB participou (da trama). Os católicos daquela época tinham medo do tal comunismo, que era o grande pavor. E era o pavor das classes chamadas produtoras. Eles gostavam desse termo. A Associação Comercial e, principalmente, a Federação das Indústrias. Está tudo no mesmo rolo. Eu pude pensar em tudo, menos na ligação desse pessoal.

Os militares temiam Arraes?
Claro. Claro, porque Arraes era um homem de esquerda.

Ele se considerava um comunista?
Não. Ele se considerava um progressista. Um sujeito de visão ampla. Superior às coisas que iam acontecer ou estavam acontecendo. Ele tinha uma visão muito grande sobre a vida. E o que é que tinha ele aqui. Era governador. Homem que vinha de uma posição esquerdista. Amigo dos proletários, amigo do campo. Tudo o que ele pensou em implantar naquela época, ele fez. Então, o seguinte, se você vivesse naquela época você veria que (os interesses norte-americanos) não tinham como coabitar com chapéu de palha, com Liga Camponesa.

No livro Memórias, de Gregório Bezerra, o autor faz muitos elogios a Arraes e conta que quando percebeu o golpe na rua foi pedir armas ao governador, mas não conseguiu. Ele narra certa desconfiança. Ela existia mesmo?
Havia. Mesmo porque Miguel não era violento, não pregava a violência e não ia entregar, logo a quem, a Gregório? Ele vivia lá no Palácio conversando com a gente. Quem preparava todos os comícios do PCB era Gregório. Ele sem armas, sem nada, revolucionou tudo, quanto mais com armas, com o endereço de onde elas estavam. Nossa conversa agora seria outra. Onde é que guardavam (as armas).

Vi no livro Verão do Golpe, que os fazendeiros encontram resistência de Arraes quando queriam usar a polícia como força auxiliar.
Olha, essa história bate com o que você leu. Porque o golpe de 64 não foi dado somente por Lincoln Gordon ou porque (o presidente norte-americano John) Kennedy tinha medo do comunismo, não. Os usineiros tinham medo e têm hoje ainda medo. Eles sempre foram reacionários e Miguel não fazia um governo reacionário, fazia um governo popular, chegado ao povo. Muito mais chegado ao povo do que qualquer usineiro. O usineiro não era tanto, não, mas o tal do plantador de cana…

O que o senhor poderia me contar do dia do Golpe e do pós-golpe?
Eu saí do Palácio de manhã. Miguel me chamou. E eu vi muita gente saindo do Palácio. Gente que eu depois desconfiei. O que danado fulano queria aqui. Já era querendo ficar de um lado e do outro porque ficariam com quem ganhasse. Nós tínhamos conversado muito no primeiro andar e realmente eu estava morto de cansado. Eu não sou lá essas coisas de quem não cansa, não. Eu trabalhava escrevendo. Não é fácil. E eu era muito solicitado. Todo mundo me solicitava para saber o que é que Miguel achava. Pois então ele disse, é melhor você ir para casa porque não dormiu, não tem dormido. Eu também não tenho dormido, mas tenho que ficar aqui. Eu estava com os pés no chão. Eu fui e não voltei mais. Porque quando eu quis voltar, onde eu morava, na Ilha do Leite, recém-casado, tinha gente como um diabo atrás de mim. Que já vinha há muito tempo tudo o que eu fazia eles sabiam. Eu fui descansar. Eu acordei com zoada de pessoas estranhas e amigas dizendo que estavam prendendo Arraes. Aí, eu primeiro ignorei. Eu estava completamente diferente, em outro circuito, mas qual foi a minha ideia? Ir ao Palácio. Eu nem pude sair. Não me prenderam ali, mas me convenceram de que não entrava ninguém no Palácio, isso no dia 1°.

Como ficaram o senhor e os outros secretários após o golpe? Todos foram presos?
Eu só soube da maioria depois, porque eu estava preso. Agora, tinha amigo que saiu daqui vestido de mulher para outros locais do país. Aqui sempre foi um celeiro jornalístico. E saíram fantasiados de mulher e essa coisa toda.

Como foi a sua prisão?
A minha prisão eu passei uns tempos sem querer falar sobre isso, porque eu acho que exageraram comigo. Acharam que eu era muito perigoso e eu não era perigoso. Eu estava indo para a casa de uns amigos ali na altura da Celpe, nos fundos. Eu tinha um fusca. Agora eles exageraram porque levaram uma metralhadora ponto 30. Parece um ganhão. Eles armaram na rua. Eles sabiam eu ia passar por ali. Eu estava dando um bigu a um amigo, que mora naquelas imediações. Coitado, ele sofreu muito. Porque se eu não era político e ele também não era. Era um cara caseiro como qualquer outro. Ele reagiu. Meu medo era esse. Aí eu acordei. Disse a ele, o que o dono dessa metralhadora disser, a gente tem que aceitar. Ele queria reagir na hora, lá. É perigoso. Por isso, quando ele foi preso e chegou comigo no (Quartel de) Motomecanização, em Casa Forte, os tenentinhos nos receberam. Quando ele desceu da Rural, bateu com o calcanhar na rural e pegou impulso e deu uma cabeçada em um sargento. Aí foi que disseram, esse veio contudo. Está perigosíssimo. Aí deram uma surra nele, porque já estavam acostumados a dar surra nas pessoas. Porque deram a surra em Gregório (Bezerra).

E o que aconteceu com o senhor?
Quando aparam de bater nesse amigo meu, o que deu a cabeçada, eles vieram para cima de mim. Eu levei uma surra de mais de uma hora. Você aguenta, porque você encontra forças que você desconhecia. Você não sabia que aguentava tanta coisa. Levei uma surra de baioneta. Fizeram um corredor de sargentos. Um batia aqui (na área do estômago) e outro batia atrás. Não adianta correr. Era surra de baioneta. Hoje tenho 83 anos. Era moço. Eu aguentei. Deram telefone em mim e as outras coisas que fizeram não tem importância nenhuma diante das ameaças. “E ele fica onde?”, dizia um. “Rapaz, você está falando demais. Ele vai ouvir. Você não sabe que é no lugar onde a gente levou os outros e soltou no mar?”, respondia o outro. O tempo todo, junto de mim, sempre havia uma corda, que era para me enforcar. E era sempre, dia e noite eu recebendo ameaças. A tortura, essa tortura, é muito pior do que qualquer pancada. Isso foi dia e mais dias. Minha mulher me visitou, e descobriram onde eu estava. Ela foi fazer uma visita a mim com um camarada com uma metralhadora em cima dela para me visitar.

O senhor se sentida perseguido mesmo após o golpe?
Sim. Quando eu estava preso eu sonhava comigo solto. Quando eu ficava solto, eu sonhava sendo preso, porque eu foi preso após a edição de todos os atos institucionais. Houve cinco, eu fui preso cinco vezes. Uma delas nu. Era a mesma turma presa. Minha letra era A e estavam todos os as juntos. Eu, Amaro Quintans, Adão Pinheiro, Abelardo da Hora. Fui preso na Rua da Aurora junto com os ladrões. Os ladrões que se danaram porque estavam confundindo eles com os comunistas. Fomos presos todos nus.

E depois?
Eu me lembro bem que estava um dia no Aaeroporto (Internacional dos Guararapes) e passa por mim (o ex-governador) Nilo Coelho. Ele meu deu um dusto e disse “ é de bem, é do baile dos casados”. Por que Nilo Coelho adorava o baile dos casados, na Estrada dos Remédios. Ele disse: “o que você tem a dizer? Você foi molestado alguma hora no meu governo?” Eu disse que não. “Pois é, você é uma das pessoas que eu quero bem e pedi muito por você”, ele disse.

Paulo Guerra já havia se voltado contra Arraes Antes do golpe.?
Ele não morria de amores por Miguel, mas também não foi o cara que chegou e encontrou o botijão de ouro. Não, ele não menosprezou Miguel. Não ia se confraternizar, claro, porque Miguel foi preso aqui e mandado para Fernando de Noronha.

Esta matéria tem: (1) comentários

Autor: israel júnior
A palavra Golpe é imprópria para o que realmente aconteceu no Brasil naquela época. Naquela época não se tinha paz, existiam muitos agitadores,estava difícil para todo Brasileiro. Os militares,a pedido do povo,da igreja católica, da mídia, tiveram de agir. Devemos muito aos militares os dias de hoje. | Denuncie |

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