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PARCERIA » Em defesa de Dilma, Armando contesta discurso de Eduardo Campos Senador do PTB diz que o povo percebe 'eleitoralização' do debate

Franco Benites

Publicação: 28/03/2014 17:40 Atualização: 28/03/2014 18:03

A aliança entre o PT e o PTB está firme no discurso do senador petebista Armando Monteiro. Embora reconheça que o Brasil poderia estar em uma melhor situação em alguns setores, ele defendeu a gestão da presidente Dilma Rousseff (PT) das críticas do governador Eduardo Campos (PSB), que está de olho na cadeira da petista. "Há aspectos que são merecedores de críticas. Mas povo percebe quando você eleitoraliza demais", destacou o senador.

Para Armando, há uma visão ingênua em apontar determinados avanços ou retrocessos como culpa da presidente Dilma. "Quando o mundo desacelera, os países desaceleram. Querer dizer que fulana comprometeu o crescimento não existe. O mundo mudou", falou.

Ele garantiu que não terá dificuldades para fazer a defesa de Dilma na campanha à reeleição este ano. "A queda de popularidade da presidente é conjuntural. Reflete um pequeno repique inflacionário. Mesmo se o governo perder a popularidade, quem tem solidaridade tem que estar junto. Acho que o pernambucano vai julgar. Ela prestigiou Pernambuco, deu continuidade às ações do ex-presidente Lula".

Avaliação

O senador afirma que o crescimento do país é resultado de uma série de fatores. "Essa ideia de que os governos em si mesmo geram crescimento é equivocada. Os governos podem prover um ambiente macroeconômico. Mas o desenvolvimento é fruto de uma série de condições que às vezes decorre de fatores externos. O desempenho agrícola é fruto de anos e anos de investimentos em tecnologia", exemplificou.

Armando acredita que as melhorias para a população não dependem apenas do governo federal, mas de toda a classe política. "É claro que o Brasil cresce menos, é claro que isso é ruim. Eu queria que o Brasil crescesse mais. Mas o Brasil vai crescer mais quando a gente tomar as reformas que abandonamos. O Brasil abandonou a agenda de reformas. Não acho que foi Dilma. A crítica tem que incluir o congresso e as lideranças partidárias. Não vejo no congresso essa disposição de promover as reformas", falou.

Mas o governo federal também foi merecedor de elogios por parte de Armando. "O Brasil está em um regime quase de pleno emprego. No mês de fevereiro de 2014, foi um dos meses que mais geramos empregos no Brasil. Quase 200 mil empregos foram gerados. A taxa de desemprego é baixíssima".

Ainda segundo o senador, as críticas merecem ser feitas desde que tenham algum tipo de fundamento. "Cobro do governo federal sobre a reta do Mirim, que é uma BR, a BR-110. Importante para aquela parte do sertão ali de Petrolândia. Nem manutenção estão fazendo. Não tenho inibicação. Minha crítica não é seletiva. Não sou condescendente a partidos aliados", falou.

Esta matéria tem: (1) comentários

Autor: Luzimar Braga
Para os empresários por maior que seja a taxa de desemprego, ele vê como "baixíssima". A taxa do DIEESE, que é mais confiável, está acima dos 10%, mas para o caro senador, ela é baixíssima. Se estamos, como ele diz, no pleno emprego, por que mais de 10 milhões de famílias estão no Bolsa Família?... | Denuncie |

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