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Direitos Humanos » Revista Coletiva discute os 50 anos do Golpe Militar de 1964

Publicação: 28/03/2014 10:16 Atualização: 28/03/2014 10:29

Práticas repressivas adotadas pelo Estado durante a ditadura militar do Brasil, implantada em 1964, resistiram ao tempo e ao processo de redemocratização do país. É neste contexto que a Revista Coletiva lança seu 12º número, chamado 50 Anos do Golpe. Seu conteúdo foi inspirado no crescente debate sobre os direitos humanos, estimulado pelas investigações das comissões da verdade espalhadas pelo país com o intuito de investigar os crimes contra a humanidade cometidos durante o regime autoritário.

50 Anos do Golpe traz diversas questões sobre as marcas, ainda presentes, da ditadura. Os editores convidados para a organização do número especial são a professora e pesquisadora em Direitos Humanos da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Celma Tavares e o cientista político e social da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) Túlio Velho Barreto. Este reforça a importância de uma reflexão sobre o golpe militar após cinco décadas. “Se trata de discutir, no âmbito da justiça de transição, a ideia de novas investigações na busca de uma revisão dos fatos, em busca da verdade, para, assim,se reconstruir a memória do golpe e do regime militar”, esclarece o editor temático.

Os artigos abordam os mais variados aspectos da ditadura, que ficou marcada como um período de conturbação política e social na história recente do país, no qual o Estado utilizou todo o seu aparato institucional de modo a reprimir a população. Temas como a Guerrilha do Araguaia, na qual dezenas de pessoas que organizavam uma revolução popular no sul do Pará foram assassinados pelas Forças Armadas, e a interpretação Lei de Anistia de 1979 estão entre as discussões. Também é destacada a importância das artes e da arquitetura pública na construção de uma memória coletiva capaz de evitar que esse passado se repita.

A reportagem deste número trata do trabalho realizado pela Comissão Estadual da Memória e Verdade em Pernambuco. Abrange também a importância do direito à verdade sobre os crimes de tortura, assassinato e desaparecimento forçado, ocorridos com frequência durante a ditadura e realizados com o consentimento do Estado por seus agentes. Na seção de entrevista, os leitores poderão conhecer o trabalho do ex-ministro chefe da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República Paulo Vannuchi, membro da Comissão Interamericana de Direitos Humanos.

A Coletiva também traz, na seção Memória, imagens do fotógrafo Alcir Lacerda, que registrou os bastidores da ditadura em Pernambuco, em imagens datadas de 1964. A pesquisadora da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) Albertina Lacerda, filha do fotógrafo, conta as histórias que envolvem tais fotografias. A seção de vídeo apresenta o documentário Vou Contar para os Meus Filhos (2011), que mostra o reencontro de ex-presas políticas da Colônia Penal Feminina do Bom Pastor, no Recife, e suas lembranças 40 anos depois.

A Revista

A Coletiva é uma revista eletrônica de divulgação científica produzida pela Fundaj. Suas publicações oferecem um enfoque crítico a respeito das atividades científica e cultural, da produção e uso do conhecimento em diversas áreas do saber. Em seu conteúdo quadrimestral temático, apresenta reportagens elaboradas por estudantes de jornalismo, entrevistas e artigos redigidos por especialistas.

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