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Acordo de transição » Eduardo Campos e João Lyra fazem últimos acertos hoje Socialista vai se reunir com o seu vice para finalizar diálogos sobre transição do governo, que ocorrerá no dia 4

Diario de Pernambuco - Diários Associados

Publicação: 28/03/2014 07:58 Atualização: 28/03/2014 11:15

Foto: Otavio de Souza/Divulgação/Arquivo
Foto: Otavio de Souza/Divulgação/Arquivo

O governador Eduardo Campos (PSB) e o vice, João Lyra Neto (PSB), fazem uma reunião decisiva hoje para fechar os acordos da transição, em meio a um clima tenso entre lideranças políticas e cargos comissionados. Os dois se encontraram no lançamento do Portal do Instituto Miguel Arraes, ontem, mas não tiveram a conversa definitiva sobre as mudanças que ocorrerão no secretariado. Segundo informações de bastidores, o certo é que pelo menos oito titulares do primeiro escalão devem deixar os cargos na próxima semana, abrindo espaço para as indicações do vice, que assumirá o lugar de Eduardo a partir do dia 4 de abril após ele se desincompatibilizar do cargo para concorrer ao Palácio do Planalto.

Há versões distintas entre palacianos sobre o clima da transição. Lyra disse ontem, num evento da Assembleia Legislativa, que o novo secretariado será anunciado dia 2 de abril e manterá o perfil da aliança que hoje dá suporte a Eduardo. Mas ainda não se sabe qual o grau de lealdade que o vice manterá com o futuro presidenciável: se ele vai dar, realmente, continuidade ao governo de Eduardo e apoiará, sem mágoas, a candidatura do secretário estadual da Fazenda, Paulo Câmara, ao governo do estado.

Segundo parlamentares em reserva, além de Paulo Câmara, as saídas praticamente confirmadas são de Tadeu Alencar (Casa Civil), Danilo Cabral (Cidades), Milton Coelho (Governo), Antônio Figueira (Saúde), Evaldo Costa (Imprensa), Sérgio Xavier (Meio Ambiente), Mário Cavalcanti (Casa Militar), além de Renato Thiébaut (Gabinete do Governador). Desses, no entanto, apenas três devem disputar mandatos legislativos - Tadeu, Danilo e Evaldo Costa. Esse último será candidato a deputado federal pela Paraíba, enquanto Tadeu e Danilo concorrerão às vagas federais de Pernambuco.

Nomes anteriormente cogitados para o Legislativo, como Milton Coelho, Figueira e Sérgio Xavier, devem assumir papeis na campanha de Eduardo. Essa decisão começou a ser cogitada após os socialistas fecharem as contas e avaliarem que a chapa de deputados federais ficou muito %u201Cpesada%u201D, o que dificultaria ao governador honrar compromissos assumidos com outros deputados como Jarbas Vasconcelos (PMDB), Edgar Moury (PMDB), Carlos Eduardo Cadoca (PCdoB), Luciana Santos (PCdoB), Augusto Coutinho (SDD) e Mendonça Filho (DEM).

Em meio à transição, Eduardo manteve as articulações nacionais. Ontem, além de o PSB reforçar críticas à presidente Dilma Rousseff (PT) no programa partidário em rede nacional, Eduardo afirmou que, naturalmente, a popularidade da petista vai cair ao longo da campanha. Ele se referiu à queda nos índices de %u201Cbom e ótimo%u201D do governo, de 43% para 36%, nos últimos três meses. %u201CAs pessoas podem até poupar a presidenta, mas cada vez compreendem que ela teve a oportunidade dela e agora é a hora da mudança%u201D, declarou, após prestigiar o Congresso Estadual de Vereadores e Servidores de Prefeituras e Câmaras Municipais, em Gravatá, no Agreste do estado.

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Geração de Arraes e Chico Mendes
O vídeo apresenta Eduardo e Marina como %u201Cfilhos da esperança%u201D. A trajetória de ambos foi resumida nas palavras de Marina. Eduardo é apresentando como neto de Miguel Arraes, com quem lutou pela reforma agrária, e Marina lembra de sua luta pelas reservas extrativistas no Acre junto com Chico Mendes Geração de Arraes e Chico Mendes

Governos Lula e Dilma
Eduardo Campos fala da gestão da presidente Dilma Rousseff, afirmando que ela não conseguiu continuar o legado do expresidente Lula. No vídeo, inclusive, Lula é mais uma vez poupado de críticas pelo governador, embora Marina tenha rompido com o ex-presidente em 2008. Para Eduardo, entretanto, Dilma não sabe ouvir e “governa de costas para o povo”.

Economia e Petrobras
Além de fazer críticas à atuação da economia, Eduardo Campos fala, no vídeo, sobre o desempenho da Petrobras. Eduardo lembra que Dilma acusou José Serra de querer privatizar a Petrobras, na campanha de 2010, mas só fez desvalorizar a empresa desde que assumiu. Segundo ele, hoje a estatal vale metade do que valia.

Nova política e limpeza
Eduardo Campos e Marina se apresentam ao público como representantes da nova política. Dizem que terão posturas diferentes dos políticos que ai estão e ressaltam que fizeram mudanças a partir do momento que fizeram uma aliança em cima de programas. Eduardo encerra o vídeo dizendo que precisa de “você” para “limpar o Brasil”.

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