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Decisão » PDT dividido não decide aliança no estado Lideranças não sabem se apoiam Paulo Câmara (PSB) ou Armando Monteiro (PTB) para governador

Franco Benites

Publicação: 27/03/2014 08:51 Atualização: 27/03/2014 09:13

Enquanto alguns partidos não se definem, Armando Monteiro fica na esperança de conquistar novos apoios. Foto: Geraldo Magela/Agencia Senado  (Geraldo Magela/Agencia Senado )
Enquanto alguns partidos não se definem, Armando Monteiro fica na esperança de conquistar novos apoios. Foto: Geraldo Magela/Agencia Senado

O ditado popular "em casa que não tem pão, todo mundo grita e ninguém tem razão" pode se aplicar ao PDT. O partido ainda está muito longe de um consenso sobre o rumo que tomará nas eleições para o governo estadual em outubro. Divididos pelo apoio ao PSB e ao PTB, os deputados federais Wolney Queiroz e Paulo Rubem colocam mais lenha na fogueira antes da decisão da Executiva Nacional.

Para Wolney, a aliança com o secretário da Fazenda, Paulo Câmara (PSB), é certa. "As lideranças locais estão com o PSB. O único contrário é o deputado federal Paulo Rubem, mas o rabo não abana o cachorro", ironizou. Por sua vez, Rubem insiste no apoio ao senador Armando Monteiro (PTB). "Defendo a parceria de acordo com a aliança com o PT. Cada estado não vai fazer o que quer", rebateu.

Em meio ao tiroteio dos parlamentares, o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, afirma que a decisão não sai agora. "Primeiro, vamos avaliar o cenário nacional. Estamos conversando", se limitou a dizer. Atualmente, o partido faz parte do governo Dilma Rousseff (PT), o que, em tese, levaria os pedetistas a apoiar Armando. Mas, apesar de evitar tratar do assunto, Lupi também não despreza as negociações com o governador e presidenciável Eduardo Campos (PSB). A costura local, portanto, estará bem amarrada ao que a Executiva Nacional conseguir barganhar.

Além do PDT, Armando e Câmara disputam o apoio do PRB. A legenda tem pouca expressividade política se comparada ao PDT e ao PP, também na mira do petebista, mas é ligada ao eleitorado evangélico e pode garantir uma quantidade de votos interessante nas eleições de outubro por causa de Marina Silva, possível candidata a vice de Eduardo.

Assim como o PDT, o PRB integra o governo Dilma, com o Ministério da Pesca, mas nem por isso se alinha automaticamente a Armando. "A Executiva Nacional nos deixou livres para negociar o nosso destino em Pernambuco. Estamos conversando com o PSB e o PTB, e na segunda-feira sai a decisão", informou o vereador Alfredo Santana.

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