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Programa Nacional do PSB » Petrobras no bate-bola entre Eduardo Campos e Marina Silva Cobrança sobre problemas com a petrolífera brasileira terá destaque no programa do PSB que vai ao ar hoje

Aline Moura - Diario de Pernambuco

Publicação: 27/03/2014 08:29 Atualização: 27/03/2014 09:11

A publicidade vai tentar passar ao telespectador simplicidade e a relação próxima entre Eduardo e Marina, que se aliaram desde outubro do ano passado para enfrentar o PT nas próximas eleições. Foto: Blenda Souto Maior/DP/D.A Press  (Blenda Souto Maior/DP/D.A Press)
A publicidade vai tentar passar ao telespectador simplicidade e a relação próxima entre Eduardo e Marina, que se aliaram desde outubro do ano passado para enfrentar o PT nas próximas eleições. Foto: Blenda Souto Maior/DP/D.A Press

A Petrobras terá um papel de destaque no programa nacional do PSB, que vai ao ar a partir das 20h30 de hoje. Numa gravação feita em preto e branco, de 10 minutos, o governador Eduardo Campos e a ex-senadora Marina Silva vão se apresentar ao Brasil sem uso de muitos recursos de marketing para debater os principais problemas do país, entre eles o da petrolífera, cujo a gestão se envolveu este mês em denúncias de corrupção. A ideia do programa é mostrar um diálogo intimista entre os dois líderes e reforçar como o partido atualmente vê a realidade - sem cores.

O programa foi feito pela Link Propaganda, do jornalista Édson Barbosa, que continua à frente do marketing de Eduardo Campos na disputa presidencial. Segundo fontes da legenda socialista, a publicidade vai tentar passar ao telespectador simplicidade e a relação próxima entre Eduardo e Marina, que se aliaram desde outubro do ano passado para enfrentar o PT nas próximas eleições. Os dois conversarão frente a frente, sem tom de fantasia.

Confira um trecho do programa

“Eu que vi em 2010 a presidente Dilma defender a Petrobras, dizer que o adversário dela (José Serra) iria privatizar a Petrobras e, três anos depois, vejo a Petrobras valer metade do que valia. Ou seja: tem meia Petrobras. E (a empresa) deve quatro vezes mais do que devia”, diz Campos num dos trechos do vídeo.

Fontes do PSB negaram que o programa tenha sido refeito na última segunda-feira, em São Paulo, para incluir o tema Petrobras, pivô dos noticiários após a própria presidente Dilma Rousseff (PT) admitir que assinou, ainda em 2006, documentos “com falhas” que autorizavam a compra da refinaria Pasadena, no Texas, nos EUA. Em 2005, a petrolífera texana foi comprada por um empresário no valor de US$ 42,5 milhões (R$ 89 milhões) e vendida à Petrobras por US$ 1,2 bilhão (R$ 2,7 bilhões) no ano seguinte.

O governador também ressaltou a importância do tema Petrobras na maratona que cumpriu ontem pelo interior do estado, onde fez inaugurações de obras financiadas com os recursos do Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento Municipal (FEM). Ele usou um tom bastante duro para cobrar ao Congresso Nacional a criação de um CPI para investigar operações da estatal eventualmente superfaturadas. Bem mais elevado, aliás, do que adotou na última segunda-feira, quando o próprio Eduardo disse que ia esperar primeiro os esclarecimentos do governo ao Congresso antes de orientar o PSB a assinar a CPI.

“Eu acho que o Congresso Nacional, por dever, tem que abrir uma investigação. O Ministério Público abre, a Petrobras abre, a presidente demite e só o Congresso tem que ficar de joelhos? O Congresso está com medo? Medo de quê? A verdade tem que ser colocada”, alfinetou o socialista, durante entrevista a uma rádio de Catende.

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