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Câmara » Ministro nega estar sendo investigado na Comissão de Ética Pública

Agência Câmara

Publicação: 26/03/2014 19:08 Atualização:

O ministro do Trabalho, Manoel Dias, reafirmou há pouco que tomou todas as providências para cancelar o convênio com a ONG Centro de Atendimento ao Trabalhador (Ceat) quando as denúncias contra a organização foram divulgadas. "Um funcionário do ministério há 17 anos foi exonerado e está respondendo a processo decorrente da ação da Polícia Federal", destacou.

Ele participa de audiência pública na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle. A pedido do líder do SDD, deputado Fernando Francischini (PR), Dias foi convocado para explicar a denúncia de que o Ceat, desde 2009, recebeu mais de R$ 47 milhões do ministério para manter centros de qualificação profissional. Segundo Francischini, foram constatados na operação desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro, além de delitos administrativos.

Comissão de Ética


Manoel Dias negou as informações divulgadas pela imprensa de que estaria sendo processado e investigado pela Comissão de Ética Pública da Presidência da República. "Nunca tive processo decorrente da minha atuação política nesses meus 55 anos de vida pública. A Comissão de Ética da Presidência já arquivou o processo sobre a ADRVale no ano passado. Desde agosto, [revistas] estão tentando requentar a denúncia", disse.

O ministro do Trabalho também ressaltou que, em sua gestão, não ocorrereu nenhum dos fatos relatados nas ações da Polícia Federal. "Desde 2011, os contratos e convênios com irregularidades foram cancelados. Por iniciativa da nossa área técnica, a Controladoria- Geral da União (CGU) já incluiu essas ONGs no cadastro daquelas que não podem mais firmar contratos com o governo."

Ao mencionar as denúncias que recaem contra ele, Manoel Dias se emocionou: "A minha vida não vale tão pouco assim, eu tenho família, sempre atuei corretamente. Faço parte de uma geração que tentou fazer uma revolução. Perdemos. A direita ganhou e deu lugar à ditadura. Quero apenas o direito de me defender, o que essa Casa me deu ao me permitir participar dessa audiência."

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