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Eleições 2014 » Adesão antecipada a palanques adversários

Rosália Rangel

Publicação: 24/03/2014 14:28 Atualização: 24/03/2014 14:44

Na primeira etapa da campanha para o governo do estado, os pré-candidatos estão empenhados em conquistar apoios e nessa guerra vale quem usar melhor o poder do convencimento. Na batalha antecipada pelo Palácio do Campo das Princesas, os argumentos se transformam em armas eficazes para fortalecer os palanques. Enquanto Paulo Câmara aposta na gestão do governador Eduardo Campos (PSB) para atrair novos aliados, Armando tem como trunfo a simpatia da presidente Dilma Rousseff (PT) e do ex-presidente Lula (PT), defensores do nome dele para concorrer ao governo de Pernambuco.

O efeito dos discursos começou a ter retorno nas últimas semanas. Na perspectiva de um futuro melhor, alguns prefeitos optaram por subir em palanques adversários, mesmo antes do início oficial da campanha. “Isso acontece porque temos uma ampla frente de partidos que deverá garantir a vitória de Paulo Câmara. Além disso, o nosso candidato representa a expectativa de continuidade do modelo (de gestão) implementado em Pernambuco”, disse o presidente estadual do PSB, Sileno Guedes.

Ao avaliar as últimas adesões à coligação do PSB, o socialista destacou que a indicação do secretário da Fazenda para a disputa teve com base a experiência acumulada por ele no serviço público, principalmente nas áreas financeira e administrativa. “É diferente de quem acumulou experiência na direção de órgão que representa o patronato”, provocou Sileno.

Armando Monteiro, por sua vez, tem procurado consolidar a candidatura defendendo o governo Dilma, alvo de constantes críticas do PSB, e do conhecimento que detém do estado, adquirindo aos longos dos anos. A estratégia pelo visto vem dando certo. Na última sexta-feira (21), o prefeito de Petrolina, Julio Lóssio (PMDB), anunciou apoio ao petebista.

Uma decisão que contraria a orientação do PMDB que integra a Frente Popular, tendo, inclusive, indicado o deputado federal Raul Henry (PMDB) para vice. Sobre a possibilidade de novas adesões, o PTB reagiu por meio de nota enviada pela assessoria de imprensa. “Não vamos exibir nossos apoios como troféus. As pessoas que estão vindo se manifestam espontaneamente, sem coação e sem falsas promessas”, resumiu.

Infidelidade
A campanha de 2014 ainda não começou, mas já é possível perceber que o termo “fidelidade partidária” deverá ficar apenas nos artigos da legislação eleitoral. Em Pernambuco, por exemplo, bastou os nomes dos nomes dos principais pré-candidatos chegarem às ruas para surgirem as primeiras dissidências partidárias. O maior revoada, até o momento, aconteceu no campo petista. Em pouco mais de uma semana, quatro prefeitos do partido anunciaram apoio ao secretário da Fazenda, Paulo Câmara, pré-candidato do PSB à sucessão estadual.

As adesões foram feitas durante as reuniões da Agenda 40, evento que o PSB vem realizando nos municípios para inflar o nome de Câmara. Entre os argumentos usados para justificar a adesão, ganha destaque a tese de eleger um candidato que, se eleito, dará “continuidade” ao projeto iniciado por Eduardo Campos (PSB).

No processo prematuro de troca de palanques, o PSB não registrou perdas consideráveis. Isso não quer dizer, no entanto, que os socialistas estejam imunes. Na semana passada, o vice-prefeito de Salgueiro, Luiz Carlos Souza (PSB) reuniu seu grupo político e declarou apoio ao senador Armando Monteiro Neto. Já o PTB ainda não contabiliza deserções, segunda a direção estadual da sigla.

Sobre punições, o PT acredita que, se aprovada a coligação com Armando Monteiro, o cenário ficará mais claro e os dissidentes podem repensar suas decisões. Mas deixa claro que a prioridade da legenda é a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) e quem não se enquadrar deverá sofrer consequências. No PSB, a situação do vice-prefeito de Serra Talhada será analisada pelo diretório municipal. “Depois conversaremos sobre caso. O caminho será sempre o do diálogo”, ponderou o presidente estadual da sigla, Sileno Guedes.

A presidente estadual do PT, Teresa Leitão, por sua vez, garantiu que o partido vai fazer valer as regras do regimento interno que impede os filiados de subirem em palanques ou fazer campanha para coligações adversárias.

Saiba mais
Os dissidentes
Para Paulo Câmara (PSB)
Pastor Marcos José (PT) - prefeito de Abreu e Lima
Daniel Almeida (PT) - prefeito de Vertente do Lério
Reginaldo Cavalcante (PT) - prefeito de Orocó
Romério Guimarães (PT) - prefeito de São José do Egito
Gerson Henrique (PTB) - prefeito de Jucati
Gesimário Baracho (PT) - ex-prefeito de Igarassu

Para Armando Monteiro Neto (PT)
Julio Lóssio (PMDB) - prefeito de Garanhuns
Luiz Carlos Souza (PSB) - vice-prefeito de Salgueiro

Podem migrar para o palanque de Paulo Câmara *
Bruno Martiniano (PTB) - prefeito de Gravatá
Túlio Vieira (PT) - prefeito de Surubim
Argemiro Pimentel (PT) - prefeito de Machados
Romério Guimarães (PT) - prefeito de São José do Egito

* Bruno tem forte ligação com Armando Monteiro, mas reconhece o trabalho do governador Eduardo Campos. Túlio, Argemiro e Romério votam com candidatos proporcionais da Frente Popular de Pernambuco. Por isso as especulações sobre possíveis adesões.

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