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Petrobras » Aécio conversa com o ex-presidente FHC e com Alckmin para convencê-los a apoiar CPI Investigação parlamentar teria como objetivo investigar a compra da refinaria de Pasadena, nos EUA

Estado de Minas

Daniel Camargos -

Publicação: 23/03/2014 09:45 Atualização:

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado  (Geraldo Magela/Agência Senado )
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
O senador Aécio Neves (PSDB), pré-candidato à Presidência da República, tenta convencer outros líderes de seu partido a apoiarem a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar a compra da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), pela estatal. O ex-governador de São Paulo José Serra, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o governador paulista, Geraldo Alckimin, defenderam a investigação, mas até sexta-feira não consideravam que a CPMI fosse a maneira adequada.

Na manhã de ontem, durante o 58º Congresso Estadual de Municípios, em Campos do Jordão (SP), Aécio se reuniu com Alckimin. “Conversei com ele, ponderei que esta é a posição majoritária do partido e ele concordou”, disse o senador. Aécio também ligou para FHC e disse que o ex-presidente apoia a decisão. “Ele está absolutamente afinado conosco”, afirmou. Anteriormente FHC havia dito que uma partidarização entre PT x PSDB não seria boa na apuração das possíveis irregularidades na Petrobras.

“A Procuradoria está investigando. A Polícia Federal investiga e o Congresso Nacional tem o dever constitucional de investigar também”, disse Aécio. O senador informou que na terça-feira vai reunir as lideranças da oposição, incluindo o PSB e o PSOL, para colher as assinaturas necessárias para a abertura da CPMI. Para a investigação no Congresso são necessárias 27 assinaturas de senadores e 171 de deputados.

Aécio aproveitou para atacar o partido da presidente Dilma Rousseff, sua maior oponente nas eleições de outubro. “A grande verdade é que o PT nos acusou durante décadas de querer privatizar a Petrobras. Quem privatizou a Petrobras foi o PT, levando a empresa a ter um prejuízo de R$ 200 bilhões”, acusou. Ele disse ainda que o partido dele deseja “reestatizar” a Petrobras e tirá-la das mãos de um grupo político que, segundo ele, se apoderou da estatal.

Na sexta-feira, o engenheiro Nestor Cerveró foi exonerado da diretoria financeira da BR Distribuidora. Ele foi apontado pela presidente Dilma Rousseff como responsável pelo erro que levou à aprovação da compra da refinaria de Pasadena. A compra é investigada pelo Tribunal de Contas da União, Ministério Público do Rio e pela Polícia Federal. O problema é o preço, pois a estatal pagou, em 2006, US$ 360 milhões para compra de 50% da empresa, valor oito vezes maior do que a companhia belga Astra Oil havia pago no ano anterior por toda a refinaria.

Aécio acredita que a exoneração de Cerveró é uma maneira de terceirizar responsabilidades e acusa a presidente Dilma. “ Ela sabia de todas essas informações. A grande verdade é que parece que no governo federal a regra é a seguinte: cada um faz o que quiser, só não pode é ser pego, porque aí cada um assume a sua responsabilidade”, avaliou o pré-candidato tucano à Presidência.

Desvalorização
Outro pré-candidato à Presidência, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), também fez ontem críticas à presidente Dilma. Ele sugeriu que o governo planeja desvalorizar a Petrobras para privatizá-la. Em ato com sua possível vice Marina Silva, em Salvador, ele disse que a perda nas ações e as denúncias que envolvem a empresa o preocupam. "Em três anos, a Petrobras vale a metade do que valia e deve quatro vezes mais do que devia", disse, numa alusão aos anos de mandato de Dilma.

"Às vezes fico seriamente desconfiado se isso não faz parte de um plano para desvalorizar e vender a Petrobras." Mais tarde, em entrevista, Campos citou Dilma diretamente ao lembrar a campanha passada, em que ela acusou o então rival José Serra (PSDB) de querer privatizar a estatal. "Em 2010, a presidente acusou o candidato que disputava a eleição com ela de querer fazer a privatização da Petrobras. Três anos depois, a Petrobras vale a metade do que valia", disse. (Com agências)

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