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Lava-Jato » Polícia Federal vai transferir ex-diretor da Petrobras para Curitiba

Agência O Globo

Publicação: 21/03/2014 20:22 Atualização:

A Polícia Federal (PF) do Rio pretende transferir o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, preso na quinta-feira (20), para Curitiba, onde se originou a operação Lava-Jato. A informação foi dada nesta sexta-feira (21) pelo advogado do ex-diretor, Fernando Fernandes.

O advogado informou que já entrou com uma petição solicitando que seu cliente não seja transferido. Paulo Roberto Costa passou a noite na sede da PF, segundo informou o advogado.

"Não tem o menor sentido sua transferência para Curitiba. Ontem (quinta-feira) ele prestou dois depoimentos e agora permanecerá calado", destacou Fernando Fernandes.

Pelas investigações da PF, o ex-executivo da estatal teria recebido um Land Rover do doleiro Alberto Youssef. Na casa de Paulo Roberto Costa, foram apreendidos R$ 700 mil e US$ 200 mil.

A operação 'Lava Jato', da PF, identificou a participação de Paulo Roberto em esquema de lavagem de dinheiro e o relaciona a um "plano de negócios com a Petrobrás" para venda de glicerina de uso industrial que seria intermediada por ele.

Nessa operação, foi identificada uma organização criminosa acusada de lavagem de recursos ilícitos no montante de R$ 10 bilhões. A investigação mostra as relações do ex-diretor da Petrobras com o doleiro Alberto Youssef, condenado no caso Banestado por uma remessa de US$ 30 bilhões para o exterior nos anos 1990. Paulo Roberto teria recebido um carro do doleiro.

O advogado de Paulo Roberto, Fernando Fernandes, na última quinta-feira, afirmou que seu cliente teria prestado serviços ao doleiro, após sair da Petrobras, e recebera o automóvel como pagamento.

Paulo Roberto, que deixou a Petrobras em abril de 2012, é investigado também pelo Ministério Público Federal do Rio por irregularidades na compra da refinaria de Pasadena pela estatal em 2006 na gestão de José Sérgio Gabrielli. Ele foi um dos responsáveis por elaborar o contrato da compra e ajudou a fazer o "resumo técnico" de 2006 que, segundo a presidente Dilma Rousseff, teria falhas.

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