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Compra de refinaria » Base do governo fica na defesa de negócio polêmico na Petrobras A presidente Dilma Rousseff está sendo questionada por aval para compra de refinaria no Texas

Sílvio Ribas - Estado de Minas

Publicação: 21/03/2014 07:26 Atualização: 21/03/2014 08:50

Os parlamentares da base do governo defenderam nessa quinta-feira a Petrobras e minimizaram as críticas em torno das novas revelações sobre o polêmico negócio envolvendo a compra da refinaria americana de Pasadena, no Texas. A diretoria executiva e o conselho de administração da estatal não comentaram o caso e a assessoria de imprensa informou que não haveria pronunciamento sobre a aquisição de 2006. Nos bastidores, a ressalva era de que a atual presidente da empresa, Maria das Graças Foster, já havia dado os devidos esclarecimentos ao Congresso no ano passado.

Procurado pelo jornal, o atual secretário de Planejamento da Bahia e presidente da empresa à época, José Sérgio Gabrielli, preferiu não se manifestar. Ele permaneceu na presidência da petroleira de 2005 a 2012 e tem defendido a compra da refinaria, pois ela estava alinhada à estratégia de expansão no mercado internacional, iniciada em 1999.

Diante da intensa movimentação dos partidos opositores para instalar uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar a compra da refinaria, o líder do governo na Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), afirmou que a Controladoria Geral da União (CGU), a Polícia Federal e o Ministério Público já estão apurando eventual irregularidade da Petrobras no episódio. O parlamentar ressaltou que Pasadena é lucrativa, sendo só uma “questão de tempo” para ser vista como bom negócio.

Chinaglia acusou também a oposição de ser “seletiva” na escolha dos objetos de investigação, excluindo de antemão as denúncias sobre a empresa francesa Alstom, alvo do escândalo de pagamento de propina nas licitações do metrô paulistano durante a gestão do PSDB. Os parlamentares da oposição, contudo, insistiram em sublinhar o fato de a presidente Dilma Rousseff, à época ministra da Casa Civil e presidente do Conselho de Administração da Petrobras, ter admitido em nota que só soube que o documento era “técnica e juridicamente falho” após ter autorizado o negócio.

Roberto Indech, diretor da corretora Rico.com.vc, avaliou os desdobramentos do caso de Pasadena como “pouco significativos” para as negociações com ações da Petrobras nas bolsas de valores. Para ele, as pressões negativas recaíram mais desta vez mais sobre a imagem já desgastada da estatal do que sobre as suas finanças. Marcada por outras situações suspeitas de favorecer a terceiros, “dificilmente se acreditaria hoje em erros de avaliação de determinado negócio”. “O superfaturamento e a fraude têm parecido ser algo mais factível nos últimos anos”, pontuou.

Considerado o pivô da crise, como autor do “resumo executivo” com falhas, o ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró viajou na quarta-feira à Europa de férias. O atual diretor financeiro da BR Distribuidora e funcionário do grupo petroleiro desde 1975 sempre defendeu ao longo do tempo a compra da refinaria americana.

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