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Disputa pelo Senado » Antonio Anastasia confirma saída Governador anuncia que deixará cargo em abril para ajudar na campanha de Aécio ao Planalto, mas não diz se vai concorrer ao Senado. Alberto Pinto Coelho assume com secretariado renovado

Estado de Minas

Publicação: 19/03/2014 09:14 Atualização:

O governador Antonio Anastasia (PSDB) anunciou ontem sua saída do cargo no dia 4 de abril, prazo estipulado por lei para se afastar do posto caso concorra à eleição, mas não confirmou que disputará o Senado. Em entrevista na Cidade Administrativa, ele confirmou apenas que atuará na campanha do pré-candidato à Presidência da República senador Aécio Neves no grupo de formulação do plano de governo. “Também para atender a legislação eleitoral e ficar disponível para eventual candidatura às eleições deste ano”, disse o governador, deixando em aberto a possibilidade de concorrer no pleito de outubro. Nos bastidores, porém, é dada como certa a candidatura do governador. Quem assume seu lugar é o vice-governador Alberto Pinto Coelho (PP), que deve renovar o secretariado para os próximos nove meses de gestão.

Apesar de a corrida eleitoral estar cada vez mais próxima, Anastasia afirmou que o único nome certo na chapa tucana é o ex-ministro das Comunicações Pimenta da Veiga, que disputará sua sucessão. “Ninguém é candidato de si mesmo. O candidato, especialmente em chapa majoritária, decorre da composição de forças políticas. Não está, ainda, fechado. Como o prazo eleitoral se afunila, deixo a disponibilidade. Mas o meu primeiro esforço é vinculado à campanha do senador Aécio Neves”, explicou. Anastasia não descartou que conversas com o PMDB possam minar sua candidatura ao Senado e se limitou a dizer que as negociações estão em andamento com “muita tranquilidade”. “Nunca fui parlamentar. Seria uma grande honra. Acredito que minha formação acadêmica colabore”, concluiu sobre o assunto.

Em meio às divergências do PMDB com a presidente Dilma Rousseff, Anastasia confirmou uma aproximação do PSDB com a legenda. “Todos os partidos têm que conversar. Nós observamos que o PMDB tem diversos segmentos. Naturalmente, porque é um partido grande, um dos maiores do Brasil. Não temos preconceito com conversas políticas, desde que sejam feitas nos princípios que vêm inspirando nosso governo. Os presidentes dos partidos estão seguindo nessa mesma linha”, afirmou.

O governador também avaliou como positiva a relação tucana com o PSB, que pretende lançar o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, ao Palácio do Planalto. Segundo ele, o partido é um “aliado de primeira hora”. “O PSB tem a Secretaria de Estado de Educação. Nossa relação com o prefeito é a melhor possível. Demos apoio forte a ele na reeleição. Agora tem um candidato à Presidência, com muito preparo, meu amigo pessoal Eduardo Campos. Gostaríamos muito de ter em nossa base, mas sempre respeitando a peculiaridade do partido. Tenho muita esperança que o PSB marchará conosco, claro, atendidas certas condições discutidas no partido”, alertou.

Sobre a eleição estadual, Anastasia também preferiu não apontar o presidente da Assembleia Legislativa, Dinis Pinheiro (PP), como candidato certo a vice-governador. “É um nome aplaudido por Minas inteira, por prefeitos, lideranças municipais. É um nome que soma muito, mas as definições não serão feitas por mim”. Já Alberto Pinto Coelho, que preside o PP mineiro, o definiu como um político “merecedor de compor a chapa”. Coelho também disse que a legenda deve se manter neutra nas eleições federais devido às diferentes realidades regionais.

Novos Com a saída de Anastasia do governo nove meses antes do fim do mandato, todos os 18 secretários de estado serão exonerados em 3 de Abril. O governador comunicou a decisão também ontem, quando alegou que muitos deles são parlamentares e devem se afastar dos postos para participar do pleito de outubro. “Para permitir que o novo governo faça a recomposição da maneira que lhe aprouver. Faz parte da rotina administrativa do dia a dia”, explicou.

O vice, Alberto Pinto Coelho, afirmou que, a partir de abril, terá início um período de complementação ao governo desenvolvido nos últimos três anos e três meses. “Estamos fazendo a troca na regência, mas com o mesmo rumo, os mesmos ideais, com a mesma visão política”, disse. Segundo Coelho, as substituições dos secretários serão discutidas, inclusive com Anastasia. “A premissa fundamental é que tenhamos pessoas comprometidas do ponto de vista da gestão, da técnica e da visão política.”

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