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Disputa estadual » Armando Monteiro critica candidatura de Paulo Câmara

Filipe Barros - Diario de Pernambuco

Publicação: 17/03/2014 14:46 Atualização: 17/03/2014 15:40

Foto: Roberto Ramos/DP/D.A Press/Arquivo
Foto: Roberto Ramos/DP/D.A Press/Arquivo
Senador e pré-candidato ao governo do estado, Armando Monteiro (PTB) questionou a candidatura do PSB à sucessão de Eduardo Campos. Em entrevista, nesta segunda-feira (17), o petebista classificou como "estranho" que o candidato escolhido pelo governador Eduardo, o secretário da Fazenda, Paulo Câmara, que costumava atuar nos bastidores da gestão, receba a exposição que tem recebido.

"De repente um personagem que atuava nos bastidores do governo aparece nos programas partidários, gravando mensagens e se expondo. Acho que isso é uma avaliação que não me cabe fazer, mas o povo sabe que é um processo estranho", afirmou Armando, fazendo um apelo para que o pré-candidato socialista não esqueça de brigar pelos recursos dos municípios pernambucanos. "Percebo que o pré-candidato tem estudado novas medidas de apoio aos municípios. Quero deixar bem claro que defendo tudo que venha a favor dos municípios e peço também para que ele se lembre dos micro e pequenos empresários que estão sofrendo com o processo de ficarem detidos ao regime tributário". O senador afirmou ainda que tem brigado em Brasília por recursos federais aos municípios e que a verba tem chegado de acordo com depoimentos dos próprios gestores.

O senador também falou sobre as ações e o governo da presidente Dilma Rousseff (PT). Sobre as constantes críticas proferidas pelo governador Eduardo Campos ao governo petista, o senador classificou como "curiosas", mas que concorda com o governador em um ponto. "É curioso porque o discurso de que Dilma saiu do nada, que não tinha experiência política e assumiu a presidência, não se aplica para credenciar Paulo Câmara em âmbito local. Ele nunca disputou um processo eleitoral e não tem nenhuma experiência política e discordo que o Brasil tenha desandado porque a economia mundial sofreu uma redução", defendeu Armando. Ele acrescentou que acha que, quando há uma queda de algum produto, o descrédito é dado a Dilma , e quando há um crescimento econômico não se atribui a Dilma. "Acho que a população distingue o que fica contaminado pelo processo eleitoral".

Sobre as críticas em relação à construção política feita presidente Dilma, que negociou cargos com o PMDB, maior bancada do Senado e a segunda maior da Câmara dos deputados, é injusta. "Quando esses (PSB) estiveram no governo, a lógica de operação do processo político era a mesma. Nós estamos sendo injustos se criticarmos esse processo pelo governo. Na reforma politica, os verdadeiros atores são os partidos", disse. Para Armando, não é justo direcionar apenas ao governo Dilma o processo. "O partido que está no governo representa apenas 17% da Câmara, e no Senado só 20%, então o partido que tem a presidente é minoria no Congresso. Para governar, tem que se procurar outros partidos e na real política temos que fazer coalizões para governar. Em Pernambuco não se oferece participação no governo, cargos aos que fazem essa aliança? O PSDB não ingressou no governo? não foram dados a eles vários cargos?", criticou.

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