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Governo do estado » João Lyra promete governo de continuidade Sucessor do socialista pretende dar prosseguimento às ações e aos programas de Eduardo Campos

Aline Moura - Diario de Pernambuco

Publicação: 17/03/2014 08:55 Atualização:

João Lyra terá como primeira missão recompor os quadros que sairão para a disputa eleitoral. Foto: Raul Buarque/SEI  (Raul Buarque/SEI )
João Lyra terá como primeira missão recompor os quadros que sairão para a disputa eleitoral. Foto: Raul Buarque/SEI
O vice-governador João Lyra (PSB) pretende fazer um governo de continuidade a partir de 4 abril, quando assumirá o lugar do governador Eduardo Campos (PSB). Mas não será uma missão das mais fáceis. Entre nove e dez secretários devem deixar as respectivas funções para se engajar na pré-campanha de Eduardo à Presidência da República ou concorrer a mandatos legislativos. Entre eles, todos os nomes que foram cotados para disputar o governo nos últimos meses, como Tadeu Alencar (Casa Civil), Danilo Cabral (Cidades), Milton Coelho (Governo), além do secretário da Fazenda, Paulo Câmara, já escolhido como pré-candidato à sucessão de Eduardo.

João Lyra vai ter o desafio de manter o mesmo ritmo da gestão - uma vez que é a principal vitrine de Eduardo para a Presidência da República - sem os mesmos quadros que lhe robusteceram até agora. Será uma tarefa de soldado e fiel aliado, já que ele não foi escolhido dentro do PSB para ser o candidato ao Palácio do Campo das Princesas, mas nem por isso seu papel perde em importância. Governador é governador em qualquer lugar e a caneta é a mesma para os que sentam nessa cadeira.

Ainda não há preocupação visível entre os socialistas sobre o papel de João Lyra no futuro governo, mesmo que, durante o processo de escolha do pré-candidato - algo que durou mais de três meses - ele tenha ficado magoado por ter sido preterido. A avaliação é de que o vice-governador entendeu os motivos que levaram Eduardo a optar por Paulo Câmara e ele tem dito que fará um governo sem retaliações.

A dificuldade dele, contudo, será encontrar quadros à altura para substituir os atuais secretários. Dos R$ 3,7 bilhões previstos para investimentos este ano, ele tem 30% para aportar em qualquer área. Lyra terá, porém, perdas de quadros sem ter um grupo político forte para recompor. Além dos nomes citados, devem sair do governo os titulares de Meio Ambiente (Sérgio Xavier), Casa Militar (Mário Cavalcanti), Agricultura (José Aldo dos Santos) e de Imprensa (Evaldo Costa).

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Carlos Wilson
Depois da redemocratização, Carlos Wilson (então PMDB) foi o primeiro vice a assumir o governo do estado, de 1º de abril de 1990 a 15 de março de 1991. Ele entrou no lugar de Miguel Arraes (então PMDB), que se desincompatibilizou para disputar um mandato de deputado federal. Não havia reeleição, na época, mas os aliados dizem que ao assumir o maior cargo político de Pernambuco, Carlos Wilson deu mais agilidade à gestão, mudou até o slogan e as cores do governo. Wilson mesmo disse, em 1998, que tinha feito 20 mil eletrificações rurais em 11 meses, bem mais que todos os antecessores, incluindo Arraes. Naquela época, entretanto, o candidato de Arraes (Jarbas Vasconcelos) perdeu as eleições do governo estadual para Joaquim Francisco (então PFL)

Mendonça Filho
Mendonça Filho (então PFL) assumiu o governo de Pernambuco em 31 de março de 2006, depois de passar pouco mais de sete anos como vice-governador de Jarbas Vasconcelos (PMDB). Ele fez um governo de continuidade e disputou a reeleição, mas foi derrotado na época pelo então candidato Eduardo Campos (PSB). Mendonça não conseguiu deixar uma grande marca, até porque o tempo era curto. Mas os aliados lembram que ele conseguiu criar, por exemplo, o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e o programa Ação Integrada pela Segurança, que envolvia nove secretarias e tinha o objetivo de reduzir a violência em determinados bairros, como Santo Amaro. Mendonça repassou o governo em 1º de janeiro de 2007

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