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História em xeque » Mudanças em nomes de ruas do Recife voltam à discussão Projeto da vereadora licenciada Marília Arraes (PSB) deve entrar em pauta e gerar polêmica

Ana Luiza Machado

Publicação: 16/03/2014 12:23 Atualização: 16/03/2014 12:56

No ano em que se contabiliza 50 anos do golpe militar, a vereadora do Recife licenciada Marília Arraes (PSB) quer resgatar e aprovar o projeto de sua autoria que pretende alterar o nome dos logradouros públicos que façam referência a autoridades que lideraram a ditadura no Brasil. Ela, que é neta do ex-governador Miguel Arraes, que foi preso e exilado na época da ditadura militar, apresentou o projeto nº127/2012 no final de 2012, sofreu resistências de historiadores e enfrentou polêmicas nas redes sociais dos que temem que a história seja apagada.

Segundo o presidente da Câmara, Vicente André Gomes (PSB), o "engavetamento" do projeto deu-se porque há um acordo de só colocar em votação projetos cujos autores estejam presentes para fazer sua defesa no plenário. No início de 2013, Marília, eleita para cumprir seu segundo mandato, foi convidada a assumir a Secretaria de Juventude e Qualificação Profissional do Recife, e se licenciou do Legislativo Muncipal. E o projeto parou nas comissões da Casa, chegando a receber o parecer pela rejeição da Comissão de Educação e Cultura.

O Diario, na época, visitou algumas ruas que possuem nomes de ex-presidentes como Castelo Branco e Costa e Silva e conversou com os moradores. Eles demonstraram estar distantes da discussão carregada de simbolismo e conceitos históricos, que divide opiniões entre os que acham que a aprovação do projeto é uma questão de justiça às vítimas e os que acreditam ser uma forma de apagar parte da história.

Articulações
No mês de abril, a vereadora pretende recomeçar as articulações para que o projeto volte à pauta de votação. Isso porque a socialista deseja disputar as eleições (seja como candidata a deputada estadual ou federal, a depender do partido) e terá até o dia 4 de abril para se desincompatibilizar do cargo e voltar à Câmara. "Trata-se de uma iniciativa pioneira no Brasil que reflete um movimento que está acontecendo em toda a América Latina. Não queremos apagar a história, mas essas pessoas que dão nomes a ruas e viadutos não merecem ser homenageadas", argumentou Marília.

Ela também deseja que o debate e torno do projeto seja ampliado em razão dos 50 anos do golpe, no dia 31, e acredita que muitos dos que criticaram o projeto não o tenham lido. "É importante ressaltar que não vamos simplesmente substituir o nome desses lugares, colocaremos uma placa explicando o porquê de o nome ter sido mudado e quem foram aquelas pessoas".

Saiba mais

Projeto de lei nº 127/2012: pretende alterar os nomes de todas as ruas, avenidas, viadutos, parques, praças e prédios públicos do Recife que façam referência às autoridades que lideraram o regime militar no Brasil.

Alguns locais que seriam trocados os nomes:

- Rua Presidente Castelo Branco, em Zumbi do Pacheco, limite entre Recife e Jaboatão dos Guararapes
- Avenida Costa e Silva, lozalizada no bairro no Ipsep, na Zona Sul
- Viaduto Médice, sobre a Avenida Agamenon Magalhães

Esta matéria tem: (2) comentários

Autor: oliver oliveira
ridiculo | Denuncie |

Autor: oliver oliveira
pra que isso,tantos problemas,que existe na cidade,e essa dai,inventa em trazer mais um problema. nota zero | Denuncie |

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