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Busca por aliados » Aécio admite que mira apoio do PMDB para disputar a Presidência da República Senador afirmou que o PSDB nasceu da "costela" do PMDB, por isso é "natural" que membros da sigla queiram apoiar o seu nome

Estado de Minas

Publicação: 13/03/2014 08:28 Atualização:

Isso não é estratégia do PSDB, é algo natural
Isso não é estratégia do PSDB, é algo natural", afirmou. Foto: Beto Magalhaes/EMP/D.A Press

Provável adversário da presidente Dilma Rousseff nas eleições de outubro, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) admitiu nessa quarta-feira que mira o apoio de parte do PMDB à sua candidatura em meio à crise que atinge a relação do PT com os peemedebistas. Aécio afirmou que o PSDB nasceu da "costela" do PMDB, por isso é "natural" que membros da sigla queiram apoiar o seu nome, e não reeditar a chapa com a presidente Dilma. "Quanto mais o PT faz valer o seu projeto hegemônico que não busca aliados, mas busca apoiadores, é natural que em função das realidades locais haja uma aproximação. Isso não é estratégia do PSDB, é algo natural", afirmou.

Aécio disse que não busca "cooptar" o PMDB para a sua candidatura à Presidência, mas recebe "sinais" de peemedebistas que desejam desembarcar do projeto de reeleição de Dilma. O PMDB do Rio de Janeiro, por exemplo, cogita apoiar o tucano, liderado pelo governador Sérgio Cabral, que é amigo de Aécio. "Esse governo paga o preço de sua arrogância casada com sua ineficiência", disse o senador.

O tucano se manifestou publicamente pela primeira vez sobre a crise PT-PMDB que impôs derrotas a Dilma no Congresso e ameaça o apoio do principal aliado da presidente à sua candidatura. Segundo o senador, a crise é consequência da postura de um governo que não deseja manter aliados, mas "vassalos". Aécio disse que, ao oferecer cargos no primeiro escalão ao PMDB e liberar emendas para agradar o aliado, Dilma se desvincula cada vez mais do "PMDB histórico".

"Todo esse esforço do governo às custas de cargos públicos e dinheiro público, especialmente através de emendas para manter o PMDB na base, pode ter um ganho para o governo que são alguns minutos a mais de tempo de televisão. Porque a base do PMDB, do PMDB histórico, PMDB da resistência, da democracia, que quer ver avanços no Brasil, essa o PT já perdeu", afirmou.

Copa

Aécio também criticou a decisão de Dilma e do presidente da Fifa, Joseph Blatter, de não discursarem na abertura da Copa do Mundo temendo represálias populares, como vaias. "Na verdade, existem dois Brasis. O Brasil virtual, da propaganda oficial onde distribuem-se fotografias com sorrisos da presidente e do ex-presidente, e o Brasil real, em que a presidente da República foge do povo, como fugiu do carnaval, e pretende aparecer camuflada nos jogos da Copa do Mundo. Esses dois Brasis vão ser colocados frente a frente na campanha eleitoral", afirmou.

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