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Crise » Dilma tenta isolar rebeldes e escolherá novos ministros de olho em alianças "Não é que a bancada não foi ouvida. Eu fui deputado federal, tenho uma relação com o Congresso, mas não foi uma indicação da bancada", disse Neri Geller, provável novo ministro da Agricultura

Paulo de Tarso Lyra

Denise Rothenburg

Grasielle Castro

Publicação: 13/03/2014 07:52 Atualização:

Sem disposição para ceder às pressões da rebelião dos deputados do PMDB, a presidente Dilma Rousseff escanteou os insatisfeitos e decidiu mirar nos palanques regionais. Em vez de manter a cota do Congresso na Esplanada, a Câmara com três ministérios e o Senado com dois, a presidente não deve indicar outros deputados para ocupar os cargos. Hoje, ela confirma a nomeação do secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, o peemedebista Neri Geller (MT), para o Ministério da Agricultura ,indicado pelo atual comandante da pasta, o deputado licenciado Antônio Andrade (PMDB-MG), que deixa o cargo para entrar na corrida eleitoral deste ano. Além de Geller, a presidente deve nomear hoje o petista Miguel Rossetto para Ministério do Desenvolvimento Agrário, ocupado por Pepe Vargas. O futuro ministro da Agricultura foi convidado pela presidente Dilma Rousseff para ocupar o cargo no fim da tarde de ontem. A transmissão de cargo será na segunda-feira.

Embora não seja ligado à bancada, o futuro ministro já minimiza os conflitos. “Não é que a bancada não foi ouvida. Eu fui deputado federal, tenho uma relação com o Congresso, mas não foi uma indicação da bancada. Foi uma indicação da bancada, convocada pela presidente Dilma”, ameniza. O atual ministro, por sua vez, também tentou evitar polêmica. “A bancada disse que não ia indicar ninguém, me avisou isso de antemão. O Neri tem desempenhado muito bem o seu papel. É um secretário que me ajudou muito. A indicação dele vem de encontro aos interesses do agronegócio. Ele conhece muito bem e tem o apoio de todo o setor. Conversando com o setor (do agronegócio), fechamos a indicação”, resumiu Antônio Andrade. Além de ser próximo do senador Blairo Maggi (PR-MT), ele tem a simpatia da presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), senadora Kátia Abreu, e conta com o apoio do governador de Mato Grosso, Silval Barbosa (PMDB).

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