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Alternativa » Memorial da Democracia em Pernambuco pode mudar de endereço

Tércio Amaral

Publicação: 12/03/2014 15:16 Atualização: 12/03/2014 16:03

Vereador de Olinda Marcelo Santa Cruz recolheu assinaturas para abaixo-assinado.Foto: Tércio Amaral/DP/D.A Press (Tércio Amaral/DP/D.A Press)
Vereador de Olinda Marcelo Santa Cruz recolheu assinaturas para abaixo-assinado.Foto: Tércio Amaral/DP/D.A Press
A Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) teria recuado na intenção de ceder o espaço do antigo Liceu de Artes e Ofícios, na Rua do Sol, no Centro do Recife, ao governo de Pernambuco para a construção do Memorial da Democracia. O espaço funcionaria como um museu interativo, com documentos, vídeos e exposições sobre os regimes ditatoriais no estado, como a Estado Novo (1937-1945) e a ditadura militar (1964-1985). A instituição de ensino teria reservado o prédio histórico para possíveis futuras instalações do curso de medicina, recém-aprovado no Ministério da Educação (MEC).

Na manhã desta quarta-feira (12), políticos, membros do Ministério Público Federal e de Comissões, como a da Anistia, assinaram um documento pedindo que o futuro Memorial da Democracia seja instalado na atual sede da Polícia Civil em Pernambuco, na Rua da Aurora, também no Centro do Recife. Os militantes aproveitaram a realização Congresso Internacional dos 50 anos do Golpe de 1964 na própria Unicap, que até o momento não se posicionou oficialmente sobre a questão. Em reserva, integrantes da instituição de ensino garantem que não houve mudanças e que a Unicap deve manter o convênio.
Um dos idealizadores da proposta, o vereador de Olinda Marcelo Santa Cruz (PT) revelou que a escolha do novo endereço é por conta da simbologia. Até a década de 1980, no prédio da Polícia Civil funcionava o Departamento de Ordem Política e Social (Dops), um dos braços direitos do regime militar. Informações de bastidores garantem que o governo do estado, depois da recusa da Unicap, ofereceu o prédio do Arquivo Público estadual na Rua Imperial para a construção do Memorial da Democracia. O grupo teria rejeitado a proposta ao argumentar que o prédio não tem condições estruturais para receber o empreendimento.

"Foi neste prédio que vários militantes foram torturados. Foi lá ainda que foi planejado o assassinato do padre Henrique, em 1969, e outros atentados. Vamos recolher o papel e enviar ao governador Eduardo Campos (PSB)", disse o parlamentar, que faz parte do Comitê da Memória da Justiça de Pernambuco. 

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