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Investigação na Petrobras » PSB contribui para derrota de Dilma no Congresso

Mirella Marques

Publicação: 12/03/2014 14:40 Atualização:

A oposição do PSB à Dilma Rousseff não se restringe mais às declarações do governador Eduardo Campos, presidente nacional do partido e pré-candidato à Presidência da República. Os socialistas votaram a favor da instalação da Comissão Externa Temporária para investigar denúncias de pagamento de propina a funcionários da Petrobras, ajudando a derrotar o governo federal no Congresso Nacional. Dos 23 deputados federais do partido, 21 estiveram presentes à sessão desta terça-feira (11) e votaram com o PMDB, partido do vice-presidente Michel Temer, para aprovar a matéria. O governo foi expressamente contrário a essa criação.

Questionado sobre a derrota da futura adversária nas eleições, Eduardo Campos ressaltou que a posição do PSB é de divergência do governo em relação a pontos programáticos. "Nossa postura não está vinculada a uma votação ou outra. Tanto é que nós, mesmo estando fora do governo, já votamos com o governo. E sendo coisas boas para o Brasil, boas para população brasileira, nós vamos votar. Nossa posição é uma, a do PMDB é outra", disparou. O governador lembrou que é preciso avaliar se a posição do PMDB foi apenas uma votação ou se isso vai ser uma postura.

Antes da consolidação da pré-candidatura de Eduardo Campos à Presidência, os socialistas se auto declaravam um dos partidos mais fiéis ao governo federal, acompanhando a posição do Palácio do Planalto nas votações de interesse do governo federal. Sobre os posicionamentos do PSB no Congresso, Eduardo Campos evitou polêmicas. "A postura do PSB na Câmara e no Senado será a que sempre teve, uma postura que faz o PSB ser respeitado. Nós temos o respeito do Parlamento, porque sempre fazemos um debate de conteúdo, respeitando as pessoas. Podemos não concordar, mas mantemos a nossa postura de ter um debate sereno, uma postura política clara, de não vacilar nas posições centrais e históricas do partido", explicou.  O governador, no entanto, não quis comentar sobre as ameaças do PMDB à governabilidade de Dilma Rousseff. "Essa pergunta quem tem que responder é ela", afirmou.

O líder do PSB na Câmara dos Deputados, Beto Albuquerque (RS), disse que a decisão de votar contra o governo federal foi tomada sem levar em conta "blocão" ou "bloquinho". "Observamos o mérito da questão. Estamos independentes", justificou. Apesar da antiga fidelidade, não é a primeira vez que os socialistas votam contra a presidente Dilma. No ano passado, o PSB votou pelo projeto que previa o fim dos 10% extra do FGTS, contrariando o que o governo federal queria. Outra decisão contrária foi tomada em relação ao piso nacional dos agentes de saúde.

Desde o início da votação de ontem, a orientação do PSB era para que os parlamentares socialistas votassem a favor da matéria, levada à Câmara pelo DEM e pelo PSDB. Ao todo, o requerimento 9534/2014 teve 267 votos a favor, 28 contra e 15 abstenções. A orientação do Palácio do Planalto para os partidos da base aliada foi para obstruir a votação. A maior parte dos partidos seguiu a orientação do governo, mas a bancada do PMDB votou a favor da matéria imprimindo uma derrota à presidente Dilma.

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