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Disputa interna » Plebiscito sobre candidatura própria é motivo de discórdia no PT Presidente estadual diz que assunto está fora da pauta, mas grupo vai insistir para que ideia seja discutida novamente

Franco Benites

Publicação: 12/03/2014 10:23 Atualização:

A executiva estadual do PT marcou uma reunião para a próxima segunda-feira (17), mas os membros do partido parecem não se entender sobre a pauta do encontro. A deputada estadual e presidente da legenda em Pernambuco, Teresa Leitão, afirma que o objetivo está bem definido. "Vamos deliberar sobre a organização do encontro (de tática eleitoral)", disse.

No entanto, segundo o tesoureiro Cirilo Mota, o grupo que luta pela candidatura própria também colocará na pauta novamente a discussão de um plebiscito. O assunto foi discutido na última segunda (10), mas o petista afirma que é necessário outro debate. "Vamos insistir porque essa questão não foi votada. É uma reinvidicação da base do partido de poder opinar com o plebiscito. Se o PT tem milhares de filiados, por que apenas 300 delegados vão decidir os rumos da legenda?", questionou.

Teresa Leitão reconheceu que a ideia do plebiscito não foi votada na última reunião da executiva estadual, mas reforça que o assunto está encerrado. "Foi feito um acordo para a retirada do tema da pauta e não houve sequer votação. Mas isso tudo na presença de signatários que defendem a candidatura própria. Também acordamos que o encontro seria ampliado de um dia para um dia e meio", explicou a presidente estadual do PT.

Plenária
Na noite desta segunda-feira (10), o grupo que defende a candidatura própria do PT ao governo estadual organizou uma plenária com os movimentos sociais. Cirilo Mota disse que o evento obteve o resultado esperado com a participação de conselheiros tutelares e pessoas ligadas a diversos sindicatos.

Segundo ele, a mensagem de que a aliança com o senador Armando Monteiro (PTB) não dará benefícios à legenda tem sido bem acolhida. "Militantes ligados a sindicatos lembraram que o senador Armando Monteiro tem votado contra o trabalhador. Outras pessoas ligadas ao Conselho da Criança e Adolescente lembraram que o senador é a favor da redução da maioridade penal", disse.

A ideia da candidatura própria é defendida pelas correntes O Trabalho, Esquerda Marxista Alternativa Socialista e Democrática, Coletivo Esporte e Lazer, Coletivo Quilombo e Novos Rumos PE. Esses grupos se opõem ao senador Humberto Costa e ao deputado federal João Paulo, que defendem que o PT abrace a candidatura do senador Armando Monteiro (PTB). A aliança com o petebista também tem o aval da presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Lula.

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