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Sem constrangimento » (Des)encontros no adeus a Sérgio Guerra Lideranças políticas administram horários para evitar contato com "desafetos" durante velório

Júlia Schiaffarino

Publicação: 08/03/2014 08:54 Atualização: 08/03/2014 19:59

Velório contou com a participação de familiares, amigos e até adversários políticos do ex-presidente do PSDB (Paulo Paiva/DP/D.A. Press)
Velório contou com a participação de familiares, amigos e até adversários políticos do ex-presidente do PSDB
Tal qual a vida política do deputado federal Sérgio Guerra (PSDB), o velório dele, ocorrido na sexta-feira (7), foi permeado de encontros e desencontros. Como previsto, representantes das mais diversas siglas compareceram à Assembleia Legislativa de Pernambuco para prestar homenagens ao parlamentar, falecido na última quinta-feira, vítima de infecção pulmonar. Estrategicamente, porém, evitaram situações que pudessem provocar constrangimentos e poucos adversários se cruzaram.

Os primeiros a chegarem foram os tucanos paulistas. O atual governador de São Paulo, Geraldo Alckmin veio ao velório acompanhado do ex-governador, José Serra. Ambos foram curtos nas palavras. “Ele (Sérgio Guerra) tinha essa capacidade de viver com os contrários, estabelecer pontes e manter aberto o canal de diálogo”, comentou Alckmin. “É uma grande perda para a política”, resumiu Serra.

Pouco tempo depois foi a vez do governador de Pernambuco e presidenciável, Eduardo Campos, chegar ao Legislativo. Ao lado dele estava o candidato à sucessão, Paulo Câmara. Eduardo fez questão de esperar a chegada do senador de Minas Gerais, e também pré-candidato à Presidência da República, Aécio Neves (PSDB). Apesar de adversários os dois mantêm boas relações e alianças nos respectivos estados. O mesmo porém, não ocorreu em relação a José Serra que minutos antes da chegada de Aécio, deixou o plenário, onde estava o corpo de Guerra e foi para a sala da presidência, evitando esbarrar com o correligionário.

Aécio Neves também evitou falar sobre política. Resumiu-se a comentar sobre a relação que mantinha com Sérgio Guerra e destacar que, por causa dele, era o presidente nacional da sigla tucana. “Se sou hoje presidente nacional do PSDB é pela mão de Sérgio Guerra”, declarou. Na ocasião da disputa, José Serra era o principal adversário. Posteriormente, ele brigou pela presidência do Instituto Teotônio Vilela, mas foi novamente derrotado e o cargo coube ao deputado federal.

Os petistas, o senador Humberto Costa e o deputado federal João Paulo, bem como o pré-candidato ao governo de Pernambuco, o senador Armando Monteiro (PTB) chegaram juntos no período da tarde, quando os caciques tucanos e socialistas já haviam ido embora. Ficaram no velório por aproximadamente 20 minutos e cumprimentaram os familiares. O diretor-geral dos Diários Associados no Nordeste, Guilherme Machado, esteve presente na cerimônia.

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