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Meio político » Solidariedade sem rixas de adversários políticos ferrenhos de Sérgio Guerra Adversários colocam as diferenças de lado e prestam homenagem pública ao deputado pernambucano

Franco Benites

Publicação: 07/03/2014 08:30 Atualização: 07/03/2014 10:00

Palavras de conforto e solidariedade para a família, vindas de aliados, mas também de adversários ferrenhos. A morte do deputado federal Sérgio Guerra (PSDB) foi bastante sentida no meio político, ontem. Através de suas assessorias de imprensa ou nas redes sociais, colegas de partido, de siglas aliadas e até desafetos comentaram o falecimento do parlamentar pernambucano. Em todas as mensagens, o mesmo tom: pesar pela morte, solidariedade e a lembrança da atuação política de Guerra.

Do PT, destaque para a nota da presidente Dilma Rousseff, que se pronunciou afirmando que soube da morte do deputado federal com “muito pesar”. A presidente foi um dos principais alvos dos ataques de Sérgio Guerra nos últimos sete anos - desde que ela foi escolhida pelo ex-presidente Lula para disputar a sucessão. Na mesma linha de Dilma, o senador Humberto Costa (PE), com quem o tucano teve diversos embates, lembrou Guerra como “um grande articulador da oposição”.

Concorrentes de Dilma na eleição de outubro, o senador Aécio Neves (PSDB) e o governador Eduardo Campos (PSB) também registraram seus pêsames. O mineiro afirmou que “o Brasil perde um extraordinário homem público”. Já o socialista reconheceu momentos de afastamento, mas ressaltou que o tucano “lutou para a construção de um Pernambuco melhor”. Aécio e Eduardo, embora em campos distintos, tiveram Guerra como um dos articuladores da aproximação das siglas em vários estados, onde PSDB e PSB deverão dividir palanques, a exemplo de Pernambuco e Minas Gerais.

Lideranças locais

O tom de pesar foi repetido entre as lideranças locais. O prefeito Geraldo Julio (PSB) afirmou que Guerra soube liderar sem fechar o diálogo com os demais partidos. O vice-governador, João Lyra, que assumirá o governo estadual em abril, citou o tucano como um “hábil líder partidário e de um companheiro de muitas lutas”. O deputado estadual Daniel Coelho (PSDB), que entrou na sigla tucana a convite de Guerra, disse que “Pernambuco estava muito triste com a perda”.

O senador Armando Monteiro (PTB) exaltou a capacidade de liderança de Guerra. O petebista chegou a tentar uma reaproximação com o PSDB para a disputa de outubro, mas o partido, sob o comando de Guerra, preferiu a composição com o PSB de Paulo Câmara. Aliás, o socialista também se manifestou e declarou que o deputado deixa “um importante legado”.

O deputado federal Mendonça Filho (DEM) lembrou que o deputado “destacava-se pela inteligência e capacidade de articulação”. A relação entre eles nem sempre foi das melhores. Eles travaram uma disputa interna, em 2006, pela indicação para disputar a sucessão de Jarbas Vasconcelos (PMDB) ao governo do estado. O democrata ficou com a missão e foi derrotado, segundo alguns aliados, porque Guerra teria feito corpo mole. Jarbas, aliás, não se manifestou sobre a morte do tucano e segundo sua assessoria está em Portugal.

Saiba mais

Dilma Rousseff (PT), presidente do Brasil
“Foi com pesar que tomei conhecimento da morte do deputado federal Sérgio Guerra. Aos amigos e familiares, solidarizo-me neste momento de dor”

Eduardo Campos (PSB), governador de Pernambuco
“Fomos colegas de secretariado duas vezes e colegas de Parlamento em três mandatos, compartilhando momentos importantes da vida brasileira, mais próximos em determinadas situações, mais afastados em outras, mas sempre mantendo a capacidade do diálogo e o desejo do entendimento que constrói dias melhores para o país e para o nosso povo”

Aécio Neves (PSDB-MG), Senador
“Com a morte de Sérgio Guerra, o Brasil perde um dos seus mais extraordinários homens públicos, e, a oposição, um dos seus principais líderes. Sérgio Guerra tinha características muito raras nos homens públicos de hoje: culto, idealista e destemido na defesa das suas posições

Fernando Henrique (PSDB), ex-presidente
“A vida pública brasileira acaba de perder um de seus mais competentes e dedicados personagens. O período em que, por longos anos, dirigiu o PSDB, conseguiu rearticular o partido e dar-lhe enraizamento nacional. Como amigo sempre foi atento e devotado. Em um momento no qual a vida política brasileira carece de pessoas com estas características sua perda é inestimável"

Geraldo Alckmin (PSDB), governador de São Paulo
“Era um homem do diálogo, agregador, conversava com todas as correntes e partidos. Vai fazer muita falta neste momento que o Brasil vive”

Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado
“Em nome do Congresso Nacional e em meu próprio, envio condolências à família, ao PSDB, ao governo do estado de Pernambuco e à Câmara dos Deputados”

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