• (1) Comentários
  • Votação:
  • Compartilhe:

Máquina pública » Indefinição na reforma ministerial mantém R$ 72 bi parados na Esplanada A indecisão palaciana afetou o ritmo da máquina pública

Paulo de Tarso Lyra

Publicação: 05/03/2014 06:48 Atualização: 05/03/2014 08:50

Dilma Rousseff e Michel Temer conversaram antes do feriado sobre a nova geografia partidária da Esplanada, que interfere na aliança entre PT e PMDB. Foto: Breno Fortes/CB/D.A Press 

 (Breno Fortes/CB/D.A Press 

)
Dilma Rousseff e Michel Temer conversaram antes do feriado sobre a nova geografia partidária da Esplanada, que interfere na aliança entre PT e PMDB. Foto: Breno Fortes/CB/D.A Press

A demora da presidente Dilma Rousseff em completar a reforma ministerial, algo que interlocutores garantem que estará resolvido até a primeira quinzena de março, não tem provocado apenas angústia nos partidos políticos e nos candidatos a ministro. A indecisão palaciana afetou o ritmo da máquina pública. São, ao todo, R$ 22 bilhões à espera da definição dos novos titulares das pastas. Se nessa conta for incluída a Secretaria de Portos, que não tem um orçamento expressivo, mas comandará investimentos, nos próximos anos, de R$ 50 bilhões, a conta sobe para R$ 72 bilhões.

De acordo com interlocutores que frequentam o Planalto, Dilma deve aproveitar o feriado de carnaval em Aratu (BA) para concluir o novo desenho do mapa ministerial. Na última quinta, antes de embarcar para a Bahia, ela se reuniu com o vice-presidente da República, Michel Temer, para passar em revista as alianças estaduais entre PT e PMDB e avaliar quais as soluções para acomodar o partido na Esplanada. Nesse processo, voltou à pauta o nome do senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), relegado a segundo plano após ser cotado para o Ministério da Integração Nacional em setembro. Mas ainda existem mais dúvidas do que certezas nessas negociações.

Entretanto, segundo fontes palacianas, é urgente a necessidade de uma definição. Dilma queria ter concluído a reforma em dezembro para que, em janeiro e em fevereiro, os novos titulares das pastas tivessem compreendido o funcionamento da máquina, e o governo deslanchasse novamente a partir de março, logo após o carnaval. Todo esse planejamento caiu por terra. Para agravar a situação, os respectivos empenhos orçamentários só poderão acontecer até junho, por conta do calendário eleitoral. Depois dessa data, só terão continuidade as obras e os projetos já iniciados.

Esta matéria tem: (1) comentários

Autor: Rosimar Pereira
Dona Dilma, vá deixando sempre para depois para acomodar sua "base", antigamente antes do PT, era "aliados", mas como esse partido quer todos a seus PÉS, agora é BASE. É necessário GOVERNAR o Brasil está PARADO, só se fala em politica e reeleição. Vamos mudar tudo! | Denuncie |

Comentar

Para comentar essa notícia entre com seu e-mail e senha

Caso você não tenha cadastro,
Clique aqui e faça seu cadastro gratuito.
Esqueci minha senha »



Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.