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Mensalão » Valdemar Costa Neto deixa CPP para primeiro dia de trabalho fora da cadeia A autorização para o trabalho foi dada pela Vara de Execuções Penais do Distrito Federal (VEP-DF).

Correio Braziliense

Publicação: 28/02/2014 09:44 Atualização: 28/02/2014 12:07

Foto: Saulo Cruz/Agência Câmara/Arquivo
Foto: Saulo Cruz/Agência Câmara/Arquivo
O ex-deputado federal Valdemar Costa Neto (PR-SP) deixou o Centro de Progressão Penitenciária (CPP), no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), nesta manhã de sexta-feira (28/2), para o primeiro dia de trabalho fora da cadeia. Na quarta-feira (26/2) ele deixou o Complexo Penitenciário da Papuda e foi para o CPP, onde ficam os presos que, em regime semiaberto, batem ponto fora da prisão, como o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e o ex-tesoureiro do PL (hoje PR) Jacinto Lamas. A autorização para o trabalho foi dada pela Vara de Execuções Penais do Distrito Federal (VEP-DF).

Após deixar o complexo, por volta das 7h15, o carro que levava o condenado demorou cerca de 15 minutos para chegar à empresa, que produz refeições em escala industrial para a construção civil, no Núcleo Bandeirante. Valdemar Costa levou mais 15 minutos para conseguir entrar no prédio, que estava com as portas trancadas. Ele conseguiu acesso por uma entrada na parte de trás, pela cozinha, onde ficou aguardando até que uma funcionária o orientou a acessar o escritório por uma porta lateral, por onde entrava também outro funcionário que Valdemar conhecia, pois o chamou pelo nome.

Funcionários da empresa afirmaram que não tinham conhecimento do novo colega de trabalho, que evitou falar com a imprensa.


Entenda

Costa Neto foi liberado para o serviço pelo juiz Angelo Oliveira, que, em despacho, disse que a nova rotina do ex-deputado “constitui uma possibilidade de se avaliar a disciplina, autodeterminação e responsabilidade do reeducando antes de uma possível transferência para um regime de pena mais avançado”.

Costa Neto foi condenado a 7 anos de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ele não tem direito ao julgamento de embargos infringentes e, portanto, seu processo está encerrado. Presidente do PL na época, ele foi acusado de receber mais de R$ 8 milhões em troca do apoio do partido ao governo no Congresso. Ele foi reeleito em 2010, mas renunciou ao mandato em 5 de dezembro do ano passado, logo depois de ser preso.

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