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Sem pressa » PDT ainda está sem candidato definido ao governo estadual Diretório estadual quer apoiar Câmara, mas vice de Armando "seduz" Lupi

Franco Benites

Publicação: 27/02/2014 08:20 Atualização: 27/02/2014 09:49

Se optar por Armando, o PDT pode ter dificuldades para controlar os filiados estaduais foto: Nando Chiappetta/DP/D.A PRESS (Nando Chiappetta/DP/D.A PRESS)
Se optar por Armando, o PDT pode ter dificuldades para controlar os filiados estaduais foto: Nando Chiappetta/DP/D.A PRESS

Apesar da presença do prefeito de Caruaru e presidente estadual do PDT José Queiroz no lançamento da chapa da Frente Popular na última segunda-feira, o apoio do partido à candidatura do secretário da Fazenda Paulo Câmara (PSB) ao governo estadual ainda é incerta. A legenda poderá migrar para o lado do senador Armando Monteiro (PTB), que também disputará o cargo de governador em outubro.

De acordo com o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, o partido não tem pressa na escolha de qual lado deve ficar, embora os movimentos do diretório estadual apontem para um alinhamento com Paulo Câmara. Contudo, a promessa de um “agrado” do PTB pode pesar na decisão. “Conversamos com Armando e há uma proposta para que a gente ocupe o cargo de vice na chapa. Ter um espaço na majoritária é algo que precisamos estudar com carinho”.

Carlos Lupi reconheceu que há um movimento natural em Pernambuco do PDT em direção ao projeto do PSB. “José Queiroz falou que a vontade pessoal dele e da maioria dos quadros do partido é apoiar Paulo Câmara. Mas isso é algo que ainda está em discussão. Só depois do carnaval é que decidiremos isso”.

Se optar por Armando, o PDT pode ter dificuldades para controlar os filiados estaduais. O quadro do partido mais cogitado para ocupar a vice do candidato do PTB é o deputado federal Paulo Rubem Santigo. Lupi, porém, descarta falar em nomes. “Não tem nada certo sobre quem ficaria com a vaga”.

O presidente nacional do PDT tem mantido conversas com o governador e presidenciável Eduardo Campos (PSB), mas a tendência é que a legenda siga na base governista e apoie a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT). Ele, inclusive, foi ministro do Trabalho e Emprego na gestão da petista e também do governo Lula.

O entendimento nacional entre o PDT e o PT é a esperança do PTB estadual, que tem buscado se entender com os petistas. “O PDT tem composto com Dilma e possui grandes quadros em Pernambuco. Estamos torcendo para um acordo”, destacou o deputado federal Silvio Costa (PTB).

Teoricamente, o PTB tem apenas o apoio do PROS e PSC. O DEM estadual ainda não decidiu a quem apoiar, mas a articulação dos petebistas com o PT dificulta um acordo. O mesmo vale para o Solidariedade. Já o PSB conta a seu lado com o PMDB, PSDB, PCdoB, PV, PPS, PR, PTN, PSD, PPL, PTC e PDT, esse último pelo menos extraoficialmente.

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