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Justiça » Joaquim Barbosa critica atuação de juízes da área eleitoral como advogados Presidente do STF comentava procedimento de controle administrativo proposto pela Ordem dos Advogados do Brasil seção Rio de Janeiro (OAB-RJ) que aponta como fator comprometedor do equilíbrio do Poder Judiciário

Agência Brasil

Publicação: 25/02/2014 16:09 Atualização:

O  presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, criticou, na manha desta terça-feira (25/2) a atuação de ministros ou juízes da área eleitoral como advogados. "Se fôssemos levar a sério a prerrogativa de acabar com incongruências que existem no Judiciário brasileiro, as primeiras que deveríamos extinguir são as que beneficiam advogados. Por exemplo, há coisa mais absurda que o advogado ter seu escritório durante o dia a noite se transformar em ministro?", questionou .

A crítica ocorreu durante reunião do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em que os conselheiros debatiam se procuradores da Fazenda podem ser cedidos para assessorar magistrados. Barbosa comentava procedimento de controle administrativo proposto pela Ordem dos Advogados do Brasil seção Rio de Janeiro (OAB-RJ) que aponta como fator comprometedor do equilíbrio do Poder Judiciário a assessoria de procuradores da Fazendo em gabinetes de desembargadores.

Para Barbosa, a reclamação da OAB-RJ é corporativista. "É, no mínimo, um menoscabo da inteligência da magistratura, no mínimo. O juiz é um débil mental. Ele não toma decisões. Ele é comandado pelo seu assessor, não é?”, alfinetou Barbosa, acrescentando, em seguida, a critica aos juízes que atuam como advogados.

O presidente do STF fez referência direta à Justiça eleitoral. “Estou falando da Justiça eleitoral, que nada mais é do que isso. E ela conta com quase um terço dos seus membros como advogados. É esse tipo de absurdo que temos que eliminar, e não isso (nomeação de procurador da Fazenda em gabinete de magistrado). Imagina, uma postulação absurda como esta."

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