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Pré-campanha » Eduardo quer "exército" a serviço de Câmara Depois de confirmados na chapa majoritária, candidatos da Frente Popular vão botar o pé na estrada

Franco Benites

Publicação: 25/02/2014 08:37 Atualização: 25/02/2014 09:13

Paulo Câmara, Fernando Bezerra e Raul Henry já começaram as articulações para a campanha foto: Alcione Ferreira/DP/D.A PRESS (Alcione Ferreira/DP/D.A PRESS)
Paulo Câmara, Fernando Bezerra e Raul Henry já começaram as articulações para a campanha foto: Alcione Ferreira/DP/D.A PRESS

Com o “verniz” oficial garantido, agora os candidatos da Frente Popular ao governo do estado e ao Senado voltarão suas atenções para a pré-campanha. Ciente de que nem sempre poderá estar na cola de Paulo Câmara (PSB) no corpo a corpo com os eleitores, o governador e pré-candidato a presidente Eduardo Campos (PSB) espera contar com um exército de “multiplicadores” do seu mais novo afilhado político. “A cada prefeito, cada deputado, cada pessoa digo que antes de pedir um voto para mim como presidente, peça um voto para Paulo Câmara, Raul Henry (do PMDB, candidato a vice-governador) e Fernando Bezerra Coelho (do PSB, candidato ao Senado)”.

Ainda no cargo de secretário da Fazenda, Paulo Câmara promete empenho na campanha para não decepcionar o padrinho. “Sou secretário ainda esta semana. Depois, vou percorrer todo o estado e Eduardo Campos estará comigo. Quando ele não puder me acompanhar em alguns momentos, a sua mensagem e suas ideias serão transmitidas. A tropa está animada para fazer o bom combate”, disse, tentando seguir o exemplo dos políticos mais experientes ao lançar mão de frases de efeito.

Fernando Bezerra Coelho, que pleiteava o posto de Paulo Câmara na chapa da Frente Popular, mostrou, pelo menos publicamente, que o momento é mais de alegria do que de frustração por ficar com a vaga de candidato ao Senado. “Todos nós tínhamos o nosso sonho, mas o interesse coletivo é maior que as vontades pessoais”, declarou.

 

Ele garante que ajudará Paulo Câmara a se tornar um nome conhecido dos pernambucanos junto às demais lideranças da Frente Popular. “No Sertão, andarei com Paulo Câmara e Raul Henry. No Agreste, tem José Queiroz (prefeito de Caruaru e presidente estadual do PDT)”. Ex-ministro do governo Dilma Rousseff (PT), Bezerra Coelho reconheceu que a disputa pode ser difícil e lembrou o ex-governador Miguel Arraes, avô de Eduardo Campos. “Como Arraes dizia, pouco importa o número de prefeitos ou partidos que dão apoio. O importante é que a gente una o povo de Pernambuco”.
Para Eduardo Campos, a oficialização da chapa da Frente Popular encerra um capítulo e abre outro. “O debate acabou. Agora é olhar para frente”.

 

Saiba mais

Confira como os perfis dos nomes escolhidos para a chapa majoritária da Frente Popular serão usados na campanha

Paulo Câmara (PSB)

Apesar do perfil discreto, demonstrou poder de articulação no processo de escolha do candidato da Frente Popular. O capital adquirido ao agregar todas as alas da sigla, segundo os socialistas, vai facilitar também a atração de aliados para a base

Raul Henry (PMDB)

Além de agregar perfil político à chapa, o peemedebista leva consigo o tempo de televisão do PMDB, a experiências de outras campanhas majoritárias e a força política do senador Jarbas Vasconcelos, que optou por não disputar a reeleição

Fernando Bezerra Coelho

Tem forte inserção no Sertão do estado, sobretudo na região polarizada por Petrolina, onde foi prefeito por três vezes. Os socialistas acreditam, ainda, que sua atuação enquanto ministro da Integração Nacional, até o ano passado, dá mais peso à chapa

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