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Regime fechado » Ex-prefeito de Juiz de Fora é condenado a oito anos de prisão

Estado de Minas

Publicação: 23/02/2014 09:52 Atualização:

O ex-prefeito de Juiz de Fora e ex-deputado estadual Carlos Alberto Bejani foi condenado pela 3ª Vara Criminal da cidade a oito anos e quatro meses de prisão em regime fechado por crimes cometidos em sua primeira gestão no Executivo do município. Na decisão, que ainda lhe impôs multa de R$ 120,184 mil, equivalentes a 166 salários mínimos, o juiz Paulo Tristão entendeu que, no mandato exercido entre 1988 e 1992, o então prefeito da cidade da Zona da Mata cometeu crime de corrupção passiva e enriquecimento ilícito. Bejani vai recorrer em liberdade.

O advogado do ex-prefeito, Marcelo Leonardo, disse que ainda não teve acesso ao conteúdo da sentença condenatória mas, qualquer que seja ela, antecipou que vai recorrer ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais. De acordo com a sentença, Bejani teria recebido vantagens indevidas para beneficiar uma construtora em licitações fraudulentas para a cidade. Ainda no entendimento do juiz, nos dois primeiros anos como prefeito, ele teria aumentado o patrimônio de forma incompatível com o salário que recebia pelo cargo.

Na sentença, são citados bens como cavalos de raça, um barco de luxo e uma emissora de rádio, adquiridos em nome dele e de sua ex-mulher no período à frente da prefeitura. Para o juiz, Bejani também não conseguiu explicar diversos depósitos em sua conta bancária. A sentença alega ter ficado comprovada a materialidade das acusações.

Caso se confirme a condenação, não será a primeira vez que Bejani vai para a cadeia. O ex-prefeito passou uma temporada na Penitenciária Nelson Hungria, em 2008. Ele foi preso em abril daquele ano na Operação Passárgada, da Polícia Federal, que investigava um esquema de desvios no Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Na ocasião, ele foi detido com R$ 1,12 milhão em espécie em sua casa, além de uma arma. Ele foi autuado por porte ilegal e ficou 15 dias na prisão.

Em junho do mesmo ano, Bejani foi preso mais uma vez, na Operação De Volta a Passárgada. Apesar de ter dito que o dinheiro encontrado com ele era da venda de uma fazenda, a Polícia Federal entendeu que não houve comprovação da origem e informou, à época, que havia indícios de procedência ilícita. Sem conseguir participar das eleições de 2012, quando tentou concorrer a uma vaga de vereador mas teve o registro negado pela Justiça Eleitoral, Bejani agora diz ter deixado a política. Trabalha com a venda de imóveis em Juiz de Fora e frequenta uma igreja evangélica petencostal.
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