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Exclusivo » PSB e PSDB fecham acordo em Minas Gerais

Júlia Schiaffarino

Publicação: 22/02/2014 11:00 Atualização: 21/02/2014 22:07

Aécio Neves e Eduardo Campos se reuniram nesta sexta-feira no Recife.Foto: Roberto Pereira/PSB  (Roberto Pereira/PSB )
Aécio Neves e Eduardo Campos se reuniram nesta sexta-feira no Recife.Foto: Roberto Pereira/PSB
O PSB abriu mão de lançar candidato próprio ao governo de Minas Gerais e vai  declarar apoio ao candidato do PSDB naquele estado, o ex-ministro das Comunicações Pimenta da Veiga. O anúncio foi feito, ontem, pelo senador Aécio Neves em visita a Pernambuco, onde se reuniu com o governador Eduardo Campos (PSB). “Onde estivemos juntos por 10 anos não tem porque não estarmos juntos nessa campanha eleitoral. A começar pelo meu estado, onde há uma aliança e onde o PSB esteve presente no lançamento da candidatura do PSDB declarando o seu apoio”, disse.

Segundo o deputado federal Julio Delgado (PSB-MG), “o acordo foi acertado durante o almoço na casa de Eduardo Campos” no início da tarde de ontem. A declaração de Aécio Neves, no entanto, havia sido dada horas antes desse encontro, durante a manhã, após conversa com parlamentares tucanos de Pernambuco e da Paraíba. Na ocasião, inclusive, o próprio senador comunicou-os da composição de forças em Minas Gerais, ao mesmo tempo em que deu um panorama do quatro do partido no Brasil no que tange à disputa com o PSB e o PT para a Presidência da República.

A definição do quadro mineiro foi uma das maiores preocupações de Eduardo Campos nas últimas semanas. Reduto tucano, o estado é o segundo maior colégio eleitoral brasileiro. A aliança com o PSDB e a desistência de lançar um nome próprio não significam, porém, que Campos ficará sem palanque em Minas. A orientação é para que, tanto o prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda (PSB), quanto os parlamentares do PSB, a exemplo de Julio Delgado, se organizem para dar visibilidade ao nome do pernambucano. Da mesma forma, o acordo preservará os interesses dos socialistas em Pernambuco. O PSDB vai apoiar o secretário da Fazenda, Paulo Câmara (PSB). A prioridade, nos dois estados, será a campanha de seus respectivos candidatos aos governos e a eleição das bancadas estaduais e federais. No estado, a tendência é que, na chapa proporcional, o PSDB saia com o DEM e o Solidariedade, junto com os quais os tucanos poderão somar quatro minutos de tempo de televisão e rádio.

Também nessa conversa com os tucanos nordestinos, Aécio Neves teria mostrado confiança de vencer Eduardo Campos no primeiro turno em todos os estados à exceção de Pernambuco. Em pelo menos seis – Goiás, Minas Gerais, Pará, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná – relatou aos presentes espera ter vantagem de votos sobre a presidente Dilma. No fim da tarde, o senador Aécio Neves acompanhou o evento do Solidariedade, do qual participou o presidente nacional da nova sigla, Paulinho da Força.

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