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Capital político » Mobilização de PMs e bombeiros insatisfeitos ganha no DF cunho eleitoral

Correio Braziliense

Publicação: 21/02/2014 11:20 Atualização:

Cerca de 2 mil PMs e bombeiros marcharam ontem na Esplanada dos Ministérios antes de se concentrarem em frente ao Palácio do Planalto: faixas e palavras de ordem, apesar de acordo firmado com o GDF. Foto: Gustavo Moreno/CB/D.A. Press
Cerca de 2 mil PMs e bombeiros marcharam ontem na Esplanada dos Ministérios antes de se concentrarem em frente ao Palácio do Planalto: faixas e palavras de ordem, apesar de acordo firmado com o GDF. Foto: Gustavo Moreno/CB/D.A. Press
A situação das corporações militares do Distrito Federal ganhou forte conotação política ontem. Uma mobilização de praças  reuniu em um mesmo time deputados governistas e de oposição no auditório da Câmara Legislativa e em seguida nas ruas de Brasília. Em pauta, a rejeição do acordo firmado com o Executivo na semana passada, que levou a melhorias em benefícios e no rendimento do policiais. O protesto incluiu ainda uma marcha pelo Eixo Monumental. O GDF disse desconhecer o movimento, considerado de motivação eleitoral.

Apesar do acordo firmado na última terça-feira com o governo local, no qual ficaram definidos os reajustes nos auxílios moradia e alimentação, deputados se aproveitam da insatisfação dos militares para se promover em ano eleitoral. Patrício (PT), ex-cabo da PM (leia Perfil); Aylton Gomes (PR), sargento do Corpo de Bombeiros; e Olair Francisco (PTdoB) — todos da base aliada — se juntaram às oposicionistas Eliana Pedrosa (PPS), Liliane Roriz (PRTB) e Celina Leão (PDT).

Esse grupo, ao qual se incluiu o ex-militar e delegado aposentado Dr Michel (PP), participou da passeata na área central de Brasília. Ao lado de cerca de 2 mil militares, os distritais carregaram faixas e gritaram palavras de ordem. Mas a voz mais ouvida durante a maior parte da passeata foi a do cantor Zé Ramalho. Em um carro de som, foi reproduzida a versão dele para a canção de Geraldo Vandré Pra não dizer que não falei das flores. A música virou hino contra a ditadura militar. Em um dos trechos, canta-se: “Somos todos soldados, armados ou não”.

Três das cinco faixas de uma das principais vias de Brasília foram reservadas para a passeata do grupo, que durou quase três horas, das 11h às 13h45. O trânsito ficou tumultuado na região central. Enquanto os colegas em trajes civis protestavam, policiais militares de serviço apenas vigiavam o trajeto. A marcha terminou em frente ao Palácio do Planalto.

A intenção da mobilização é mostrar para o GDF que a categoria não está satisfeita com o acordo, que custará aos cofres públicos R$ 93 milhões em 2014. O governador Agnelo Queiroz, no entanto, desconhece as razões para tais queixas. “Houve uma assembleia com mais de 5 mil policiais, na qual aceitaram a nossa proposta, que aponta para uma isonomia com a Polícia Civil. Um soldado vai passar a ganhar R$ 7 mil”, disse, à tarde, após a entrega de uma obra no Park Way. Além disso, ele ressaltou que nesta semana serão criadas comissões formadas por representantes do governo local e dos militares a fim de discutir a reestruturação da carreira.

O comandante da PM, coronel Anderson Carlos de Castro, alertou que o reajuste nos benefícios dos militares é o melhor nos últimos 12 anos da corporação. “Corrige todas as injustiças do passado”, salientou. Os militares que tiverem participado da marcha fardados serão identificados e punidos, segundo o comando. Chefe da Casa Militar, o coronel Rogério Silva Leão disse que o governo não se preocupa com ações como a de ontem. “Foi um movimento com fins eleitorais orquestrado por movimentos da oposição”, destacou.

Reestruturação

Antes da marcha na Esplanada dos Ministérios, os militares tomaram o auditório da Câmara Legislativa, com capacidade para 550 pessoas sentadas. Também ficaram sem espaço as galerias laterais. Com isso, muita gente acabou do lado de fora da Casa.

Na ocasião, o grupo de parlamentares ligado à segurança pública ameaçou não votar nenhum projeto de interesse do Executivo até que o governador Agnelo Queiroz (PT) reveja o acordo com a categoria e faça a reestruturação. Um novo plano de carreira é a principal reivindicação dos praças.

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