Pernambuco.com



  • (0) Comentários
  • Votação:
  • Compartilhe:

Mensalão » Sem votos de ministros, novo julgamento fica apenas na largada Apenas os advogados se manifestaram no início da análise dos embargos infringentes

Correio Braziliense

Publicação: 21/02/2014 08:46 Atualização: 21/02/2014 09:00

Oliveira, advogado de Dirceu, na tribuna do Supremo: defesa fala em condenação injusta foto: Gervasio Baptista/SCO/STF	 (Gervasio Baptista/SCO/STF)
Oliveira, advogado de Dirceu, na tribuna do Supremo: defesa fala em condenação injusta foto: Gervasio Baptista/SCO/STF

No primeiro dia de julgamento dos embargos infringentes apresentados por réus do mensalão, houve espaço apenas para advogados se manifestarem e para o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, defender que o Supremo Tribunal Federal (STF) mantenha as condenações dos sentenciados por formação de quadrilha. Os votos dos ministros ficaram para a semana que vem. Sobraram críticas para o único condenado que não está preso. Mesmo não tendo direito aos infringentes, o delator do escândalo do mensalão, Roberto Jefferson, foi alvo de críticas do advogado de José Genoino. “É um mentiroso compulsivo que engendrou a maior farsa da história política brasileira”, acusou o criminalista Luiz Fernando Pacheco.

O julgamento propriamente dito vai começar somente na quarta-feira, quando o relator dos recursos, ministro Luiz Fux, iniciará a leitura de seu voto. Ao longo da sessão de ontem, somente cinco advogados fizeram sustentações orais, embora oito réus condenados por formação de quadrilha tenham direito a novo julgamento. Outros três terão os embargos julgados pelo crime de lavagem de dinheiro, mas em data ainda não definida.

Subiram à tribuna os defensores dos petistas José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil; José Genoino, ex-deputado federal; Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT; além dos advogados dos ex-dirigentes do Banco Rural Kátia Rabello e José Roberto Salgado. O julgamento dos infringentes para Dirceu e Delúbio tem uma importância diferenciada, uma vez que ambos, caso tenham as condenações mantidas, passarão do regime semiaberto para o fechado.

Advogado de Dirceu, José Luis Oliveira Lima acusou o Ministério Público de ter banalizado o crime de formação de quadrilha. “Basta a acusação de alguns crimes e a presença de vários agentes que se fala em crime de formação de quadrilha”, reclamou. Depois das sustentações orais de cinco advogados, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, recomendou ao STF que os réus não sejam absolvidos. Ele saiu em defesa do Ministério Público, que foi acusado por advogados de estar “banalizando” o crime de formação de quadrilha. “O que se viu, com a prova já referida, é que se comprovou, sim, as elementares (do crime)”, afirmou. Janot voltará a se manifestar depois que os advogados de outros três réus apresentarem suas defesas, na próxima quarta.

Esta matéria tem: (0) comentários

Não existem comentários ainda

Comentar

Para comentar essa notícia entre com seu e-mail e senha

Caso você não tenha cadastro,
Clique aqui e faça seu cadastro gratuito.
Esqueci minha senha »