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Paulo Câmara » Cautela da oposição ao falar de candidato do PSB PTB e PT vão esperar a oficialização da cabeça de chapa socialista para tecer comentários

Suetoni Souto Maior

Publicação: 21/02/2014 08:22 Atualização: 21/02/2014 09:51

Os dirigentes de partidos que farão oposição ao candidato de Eduardo Campos (PSB) nas eleições de outubro foram cautelosos, ontem, ao falar sobre a escolha do secretário estadual da Fazenda, Paulo Câmara, para encabeçar a chapa da Frente Popular. Tanto o presidente estadual do PTB, senador Armando Monteiro, quanto a dirigente petista, deputada estadual Teresa Leitão, preferiram não emitir opinião sobre a escolha.

Armando Monteiro disse que vai esperar o anúncio oficial para só então comentar o assunto. Em análise recente, o senador havia feito críticas à defesa dos socialistas de nomes com perfil técnico para a disputa em detrimento dos políticos. Ele lembrou que o governador Eduardo Campos, com perfil eminentemente político, tem uma gestão com resultados bastante positivos.

“Neste momento eu prefiro me resguardar, afinal, muitos nomes foram apresentados como certos e no final foram descartados. Quando o nome (de Paulo Câmara) for oficializado, vou dar minha opinião”, enfatizou Monteiro, que tenta o apoio do Partido dos Trabalhadores para enfrentar o palanque socialista, que terá o ex-ministro Fernando Bezerra para o Senado e o deputado federal Raul Henry (PMDB) para vice.

 

A presidente do PT em Pernambuco, Teresa Leitão, evitou comentários sobre que efeito terá a escolha de Paulo Câmara para a disputa estadual em relação ao lançamento ou não de candidatura própria do PT. A tese de aliança com o senador Armando Monteiro (PTB) é a mais aceita dentro do partido e tem aliados fortes como o ex-presidente Lula e a presidente Dilma Rousseff.

“As duas teses estão convivendo harmoniosamente dentro do partido. O anúncio do nome de Paulo Câmara será levado em consideração nas discussões, mas não será decisivo para a escolha que será feita”, explicou Teresa Leitão, lembrando que a posição dos petistas será tomada durante o Encontro Estadual de Tática Eleitoral do partido, no dia 15 de março.

Ela ressaltou, ainda, que a decisão será a que agrade à maioria dos petistas, de forma que mesmo a pessoa que for derrotada internamente no voto se sinta contemplada e, com isso, trabalhe pela eleição dos candidatos do partido. A prioridade do PT, em Pernambuco, neste ano, será a reeleição da presidente Dilma Rousseff por ser o estado do governador e presidenciável Eduardo Campos (PSB).

PTB e PT integravam a base aliada do governador Eduardo Campos até o ano passado, quando o socialista rompeu com o PT para trabalhar o lançamento de uma candidatura própria para a disputa da Presidência da República. Sem perspectiva de apoio para disputar o governo do estado, Armando aproveitou a deixa socialista para anunciar apoio a Dilma e, com isso, tentar uma composição com os petistas para a disputa estadual.

Saiba mais

Confira a cronologia da separação entre petebistas, petistas e socialistas

18/09/2013
A executiva nacional do PSB aprovou o indicativo para que o partido deixasse o governo da presidente Dilma Rousseff

12/10/2013
O PTB de Armando decidiu entregar os cargos no governo Eduardo Campos

21/10/2013
Apesar das divergências internas sobre o assunto, o PT decidiu entregar os cargos no governo do estado

02/01/2014
PT e PTB anunciam a formação de bloco para fazer oposição ao governo

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