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Chapa » Eduardo, enfim, bate o martelo para a sucessão estadual Governador vai anunciar segunda-feira o nome de Paulo Câmara para candidato ao governo do estado este ano

Rosália Rangel

Publicação: 21/02/2014 08:11 Atualização: 21/02/2014 09:57

A tese defendida por Eduardo Campos é a de que os candidatos da aliança representem a
A tese defendida por Eduardo Campos é a de que os candidatos da aliança representem a "nova política"

Depois de um longo processo de articulações e conversas reservadas com integrantes do núcleo político e partidos aliados, o governador Eduardo Campos (PSB) finalmente bateu o martelo sobre a composição da chapa majoritária da Frente Popular de Pernambuco. O candidato ao governo do estado será o secretário da Fazenda, Paulo Câmara (PSB), a vaga de vice ficou com o deputado federal Raul Henry (PMDB) e o ex-ministro Fernando Bezerra Coelho (PSB) vai disputar o Senado. A partir de agora, caberá aos “escolhidos” uma missão que vai além das fronteiras do estado: a de ajudar o governador a enfrentar o desafio de concorrer à Presidência da República.

Antes mesmo de iniciar o debate sobre a sucessão estadual, Eduardo vem trabalhando para consolidar o projeto nacional do PSB. Entre as estratégias para a eleição deste ano, os socialistas têm como meta garantir, no mínimo, a vitória nos estados onde o partido já comanda o governo. Em Pernambuco, terra natal de Campos, esse peso é ainda maior. Eduardo precisa sair vitorioso no estado, elegendo seu sucessor e, ainda, derrotar a presidente Dilma Rousseff (PT), sua eventual adversária na disputa pelo Palácio do Planalto. Para isso vislumbra até mesmo o apoio, num possível segundo turno, do também presidenciável pelo PSDB, o senador Aécio Neves, com quem almoçará hoje no Recife.

Eduardo escolheu Paulo Câmara, Raul Henry e Fernando Bezerra Coelho porque buscava uma chapa que atendesse a esse perfil, deixando para trás outros nomes que por muito tempo estiveram na lista de pré-candidatos. Foram cogitados os secretários Antônio Figueira (Saúde), Tadeu Alencar (Casa Civil), Milton Coelho (Governo), Danilo Cabral (Cidades), além do ex-deputado federal Maurício Rands (PSB) e do ex-ministro Fernando Bezerra Coelho (PSB). Esse último entra na vaga da majoritária que inicialmente estava sendo reservada para o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB), que abriu mão da reeleição. O espaço do PMDB na chapa ficou com Henry.

 

Reações

O longo processo de escolha acabou provocando um racha dentro do governo e muitas reações da base aliada. A partir de cada nome que era colocado como possível indicado, o desgaste do debate sucessório abria feridas e deixava mágoas, principalmente naqueles que se sentiram preteridos das negociações, a exemplo do vice-governador João Lyra Neto (PSB), que assume o governo em abril, com a saída de Eduardo para disputar a eleição presidencial. Ele se colocava como candidato natural à reeleição.

Feridas, portanto, que o governador terá que sanar antes de colocar o candidato na rua. No estado, Paulo Câmara, Raul Henry e Bezerra Coelho terão que apresentar um discurso afinado com a proposta nacional da coligação PSB/Rede Sustentabilidade. A tese defendida por Eduardo Campos e pela ex-senadora Marina Silva é a de que os candidatos da aliança representem a bandeira da “nova política”, dialoguem com os anseios da população e rezem na cartilha da “paz política”, sentimento que nos últimos dias esteve distante dos bastidores socialistas.

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