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CPI das Obras Paradas » Renildo é vaiado na reabertura da Câmara de Olinda Manifestantes jogam farinha em prefeito na volta das atividades legislativas, que tiveram quase 15 dias de atraso

Tércio Amaral

Publicação: 19/02/2014 08:06 Atualização:

Renildo: alvo de apupos e aplausos durante discurso foto: Luiz Fabiano/PREFEITURA DE OLINDA	 (Luiz Fabiano/PREFEITURA DE OLINDA	)
Renildo: alvo de apupos e aplausos durante discurso foto: Luiz Fabiano/PREFEITURA DE OLINDA

O retorno dos trabalhos da Câmara de Olinda, no Grande Recife, foi bastante tumultuado na manhã de ontem. Os vereadores retornaram à Casa após um atraso de quase quinze dias por conta de reformas no prédio do Legislativo. A sessão foi acompanhada por populares dentro do plenário lotado, que interromperam, por vários momentos, o discurso do prefeito da cidade, Renildo Calheiros (PCdoB). O gestor, aliás, foi alvo de vaias e aplausos durante seu discurso de quase uma hora. Os protestos foram direcionados, sobretudo, ao cancelamento da CPI das Obras Paradas, que, segundo os vereadores da oposição, envolvem recursos na ordem de R$ 240 milhões.

Os manifestantes do movimento Acorda Olinda estavam “munidos” com sacos de farinha dentro do plenário. Eles jogaram a farinha na calçada e no carro do prefeito, quando Renildo se retirou do local. O presidente da Câmara, Marcelo Soares (PCdoB), tentou intervir em vários momentos para acalmar os ânimos. O vereador comunista chegou a dizer que só aplausos seriam permitidos e ameaçou quem estava atrapalhando a leitura da mensagem do Executito realizada pessoalmente pelo prefeito. “Quem não tem a capacidade de aplaudir, pode se retirar”, afirmou.

Na oposição, Arlindo Soares (PSL) e Jorge Federal (Solidariedade) saíram da sessão em protesto. Arlindo chegou a dizer que a Câmara estaria em “férias prolongadas”. Os dois acusam a prefeitura de interferência no Legislativo. Isso porque um dos seis vereadores que assinaram o pedido para a instalação da CPI, Joabe (PRP), retirou sua assinatura depois de uma reunião com membros do Poder Executivo. O presidente da Câmara, Marcelo Soares, frisou que o atraso nas sessões foi por conta de reformas e que Joabe percebeu a intenção política da CPI e retirou seu nome.

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