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Protesto » Tumulto na primeira sessão da Câmara de Vereadores de Olinda

Publicação: 18/02/2014 11:10 Atualização: 18/02/2014 15:02

Presença do prefeito Renildo Calheiros (PCdoB) gerou protestos na Câmara. Foto: Tércio Amaral/DP/D.A Press (Tércio Amaral/DP/D.A Press)
Presença do prefeito Renildo Calheiros (PCdoB) gerou protestos na Câmara. Foto: Tércio Amaral/DP/D.A Press
A primeira sessão legislativa deste ano da Câmara de Vereadores de Olinda, na manhã desta terça-feira (18), começou bastante tumultuada. Entre vaias e aplausos, o prefeito Renildo Calheiros (PCdoB) decidiu ler pessoalmente a mensagem do Executivo para o Legislativo. O prefeito é alvo de críticas e de protestos dos moradores da cidade, que reclamam da suposta ausência dele na cidade e do andamento das obras e tem procurado melhorar seu índice de popularidade. Integrantes do movimento "Acorda Olinda" acompanham a sessão.

No início dos trabalhos, as galerias da Casa estavam lotadas bem como uma área reservada para para assessores e secretários municipais. O presidente da Câmara, vereador Marcelo Soares (PCdoB), pediu que os moradores deixassem a área reservada, no que foi atendido sob protestos. Em seguida, por causa das seguidas interrupções do discurso de Renildo Calheiros decorrente das vaias, Marcelo Soares chegou a dizer que teria que tomar as medidas cabíveis para "controlar" os ânimos dos presentes. O prefeito, por sua vez, disse que os protestos faziam parte do processo democrático que não se incomodava com as vaias.

Também durante a sessão, dois vereadores de oposição - Jorge Federal (SDD) e Arlindo Siqueira (PSL) - se retiraram em protesto por causa do fim da CPI das obras inacabadas. A oposição conseguiu as seis assinaturas necessárias para a instalação da CPI, mas esta foi cancelada porque o vereador Joabe (PRP) retirou a assinatura. Segundo Jorge Federal e Arlindo Siqueira, ele teria desistido de apoiar a CPI após uma reunião com representantes da prefeitura.

Galerias da Câmara de Olinda lotadas para o retorno das atividades dos vereadores. Foto: Tércio Amaral/DP/D.A Press (Tércio Amaral/DP/D.A Press)
Galerias da Câmara de Olinda lotadas para o retorno das atividades dos vereadores. Foto: Tércio Amaral/DP/D.A Press
Para os oposicionistas, houve intervenção da prefeitura nas atividades da Câmara. Eles apresentaram, inclusive, uma denúncia ao Ministério Público do estado. Os vereadores pretendiam investigar a paralisação de 14 obras em Olinda, que somam um investimento de R$ 241 milhões.

Com informações do repórter Tércio Amaral, do Diario de Pernambuco

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