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Recado » Eduardo Campos diz não querer "briga de rua" com PT Ao ser questionado sobre críticas da presidente, governador preferiu falar de resgate do crescimento

Rosália Rangel

Publicação: 15/02/2014 13:18 Atualização:

Mesmo sendo alvo de críticas constantes do PT, de quem era aliado até bem pouco tempo, o governador Eduardo Campos (PSB), pré-candidato a presidente República, disse que não vai partir para a “briga de rua” eleitoral e que é preciso “humildade” do governo. As declarações do socialista, feitas ontem durante o encontro do diretório nacional do PPS, em Brasília, foram em resposta à presidente Dilma Rousseff (PT) que, na última segunda-feira, classificou seus adversários de “caras de pau” ao se referir aos “pessimistas” da oposição que criticam a gestão do PT.

Ao rebater as declarações de Dilma, que não teve o nome citado pelo governador, Campos fez referências positivas aos mandatos dos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas condenou ações de Dilma. “Nos últimos 30 anos, o Brasil viveu ciclos muitos importantes, mas percebemos que nada se altera desde 2011, uma sensação de que nós estamos colocando em risco as conquistas que produzimos como o processo que permitiu refundar a economia e o tempo de expansão e conquistas sociais”, citou. O clima entre PSB e PT tem esquentado nos últimos meses.

Ontem, na solenidade de reabertura do Palácio do Campo das Princesas, Eduardo buscou mais uma vez difundir o discurso anti ataque. “A contribuição que posso dar é exatamente fazer o debate político com leveza, com humildade. Fazer o debate político colocando as nossas ideias, nos convencendo de ideias que não são nossas, mas que são boas para o povo. É o que posso fazer, mantendo um debate elevado e não entrar em provocação”, afirmou, ao ser questionado se conseguiria manter no âmbito nacional o clima de “paz política” instalado no estado.

O evento no Palácio, por exemplo, contou com a presença dos ex-governadores Mendonça Filho (DEM) e Roberto Magalhães (DEM), históricos adversários do grupo político liderado por Eduardo e que hoje convivem em um clima amistoso com o socialista. O governador volta a despachar no Palácio na próxima segunda-feira, depois de passar um ano e meio trabalhando na sede provisória do governo, no Centro de Convenções, tempo que durou a obra de restauração do prédio sede.

Sobre os palanques nos estados, incluindo São Paulo, o governador garantiu que o tema não foi tratado no encontro do PPS. “Não vamos discutir problemas regionais agora. Quem vai fazer isso são os diretórios regionais. Estamos em busca de entendimento em torno de um programa. Onde tiver problema as direções nacionais vão tentar resolver, mas acho que o conjunto que terá mesmo problema será o nosso”, previu o socialista. (com Correio Braziliense)

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