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Polêmica » Enquete no site da Câmara pergunta se família é formada só por homem e mulher

Tércio Amaral

Publicação: 14/02/2014 09:53 Atualização: 14/02/2014 11:20

Enquete já é a segunda mais votada no site da Câmara Federal. Foto: Reprodução
Enquete já é a segunda mais votada no site da Câmara Federal. Foto: Reprodução

Uma enquete no site da Câmara dos Deputados pergunta como deve ser a formatação de uma família. O conceito, que foi relativizado nos “tempos modernos”, se restringe a um sim ou não, para saber se a unidade familiar é baseada exclusivamente após a união entre um homem e uma mulher. Os internautas também podem se abster na resposta declarando que não tem opinião formada. A votação servirá como um dos subsídios para o projeto do Estatuto da Família, de autoria do deputado federal de Pernambuco Anderson Ferreira (PR).

Aos moldes de outros estatutos já em vigor no país, este, especificamente, tem como objetivo que o Estado garanta “condições mínimas” para a “sobrevivência” de famílias formadas a partir da união entre homem e mulher. No ano passado, o deputado Anderson Ferreira foi o relator do polêmico projeto intitulado pela imprensa como “cura gay”. O republicano deu parecer favorável ao projeto que circulou na Comissão de Direitos Humanos, então presidida pelo pastor e deputado Marco Feliciano (PSC-SP).

Para participar da enquete, clique aqui.

A enquete já é a segunda mais votada na história do site em apenas três dias. Até a noite desta quinta-feira (13), 52, 14% afirmam que não concordam que a família deva ser formada somente por um homem e uma mulher, 47,49% acreditam que somente a união de pessoas de sexos diferentes formam uma família e 0,38 não possuem opinião sobre o tema. O quadro “virou” na manhã desta sexta-feira (14). Nos 165,948 votos computados, 52,64% concordam que a família deva ser formada a partir de uma união heterossexual. Cerca de 46,99% discordam, 0,39% declararam não ter uma opinião formada.

“Nosso intuito começou a ser alcançado com a ampliação desse debate sobre a valorização da família. O governo trabalha em várias ações, como no combate às drogas, por exemplo, mas esquece que a base de todos os problemas é a desestruturação familiar”, afirmou o autor do projeto, Anderson Ferreira, ao site de notícias da Câmara. Anderson Ferreira também avaliou que este o Estaturo aborda outros pontos, como a inclusão de uma disciplina sobre a família nos currículos escolares e a priorização de processos na justiça para temas familiares, como seperação e questões de divisão de bens.

Críticas e avaliação positiva

O deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), apesar de afirmar que enquetes em internet devem ser tratadas com cuidados, afirma que o resultado acirrado é uma vitória. “É uma enquete na página da Câmara, quem vota ali é um público com mais consciência. O alto número de cidadãos que rejeitam esse único meio de se compor uma família demonstra que as pessoas olham para o lado e veem que o modelo familiar mudou. Hoje existem mães e pais solteiros, famílias estendidas e homoafetivas”, declarou o deputado. “A família é naturalmente mutável, desde o século XVII, quando o casamento passou a também ser constituído pelo amor, ela se modifica constantemente”.

A assessoria de imprensa da Câmara informou que as enquetes no site da Câmara não servem como referência para ações legislativas e também não possuem caráter científico. As enquetes são elaboradas por uma Coordenação de Participação Popular que é comandada pela secretaria de Comunicação. A formulação das perguntas é feita a partir do levantamento de temas mais discutidos no site, nas enquetes de cada matéria e nos relatórios quinzenais de telefonia de 0800. As enquetes não possuem prazo para fechamento.

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