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Texto » Integrantes do PSol e do PCO defendem a atuação dos black blocs Eles veem a ação do grupo como como forma de proteger as manifestações. Artistas também criticam a repressão policial

Correio Braziliense

Publicação: 12/02/2014 09:02 Atualização: 12/02/2014 09:13

Grupo de black blocs durante protesto no Rio de Janeiro: símbolo partidário em meio aos mascarados foto: Sergio Moraes/Reuters	 (Sergio Moraes/Reuters)
Grupo de black blocs durante protesto no Rio de Janeiro: símbolo partidário em meio aos mascarados foto: Sergio Moraes/Reuters

A morte do cinegrafista Santiago Andrade, da TV Bandeirantes, colocou em primeiro plano, mais uma vez, a violência dos black blocs. Até o fim do ano passado, no entanto, a ação mascarada era vista com simpatia por alguns setores da esquerda. É o que mostra um texto publicado na página do PSol por Edilson Silva, integrante da Executiva Nacional do partido, no fim do ano passado. “Para quem pretende mudar o mundo de verdade, não deve parecer utópico ou ingênuo demais querer ver os movimentos e partidos da esquerda coerentes, como o PSol, dialogando com a tática black bloc (...)”, conclui o texto, que foi removido da página da legenda no fim da tarde de ontem, depois de um contato do Correio com a comunicação do partido.

Embora faça ressalvas ao voluntarismo e a outras debilidades dos black blocs, o texto descreve a tática dos encapuzados como detentora de um “inegável charme político”. Em nota oficial publicada ontem, a Executiva do partido diz que “apoia de forma irrestrita o direito à livre manifestação e recrimina a postura repressiva do aparato estatal. Mas, ao mesmo tempo, não concorda e nem participa de ações efetuadas por pequenos grupos presentes em alguns atos”. Procurado, o PSol informou que a posição oficial da legenda é a exposta na nota.

Mesmo depois da morte de Santiago, algumas organizações políticas seguem apoiando, mesmo que apenas verbalmente, a ação dos black blocs. É o caso do Partido da Causa Operária (PCO). Em editorial publicado na segunda-feira pelo jornal do partido, a organização diz que a morte de Santiago deu origem a uma “campanha” contra os manifestantes e os black blocs, com o objetivo de “aumentar a repressão contra as manifestações, evidentemente, justificando o uso da força policial como uma medida para ‘evitar mais mortes’”.

Esta matéria tem: (1) comentários

Autor: ivaldo almeida
Venho externa a minha opnião qual este 02 partidos estãocolocando este assunto isto é um absurdo apoiar uma coisa dessa como aconteceu com esse Pai de família que sai para trabalhar e não mais voltar paraceio da sua família gostaria de perguntar ao Senho Edilson se fosse um familiar dele como seria. | Denuncie |

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